Gripe K: médica explica sintomas e riscos da nova variante do vírus influenza
Organização Pan-Americana da Saúde divulgou um alerta para o início da temporada de maior circulação do vírus da gripe K

A Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) emitiu um alerta na última semana para o início da temporada de maior circulação da gripe K no hemisfério sul. A variante do vírus influenza H3N2 foi identificada pela primeira vez em dezembro do ano passado, no hemisfério norte.
A médica pneumologista Michele Andreata explica que “a chamada 'gripe K' é uma dessas variantes que têm sido monitoradas, reforçando a importância da vigilância epidemiológica contínua e da atualização das estratégias de prevenção”. A mudança no material genético do vírus pode fazer com que haja “diferenças em transmissibilidade e impacto em determinados grupos”.
Os sintomas são parecidos com os das demais gripes causadas por vírus, incluindo “febre, dor no corpo, dor de garganta, tosse, coriza e cansaço. Em alguns casos, também podem ocorrer sintomas mais intensos, como prostração importante e comprometimento respiratório, especialmente em pessoas mais vulneráveis”, detalha a médica.
Os sintomas costumam se manter quase os mesmos com a chegada de novas variantes; a maior mudança está na transmissibilidade. "A preocupação das autoridades está relacionada principalmente à possibilidade de maior transmissibilidade e ao impacto em grupos de risco, como idosos, crianças pequenas, gestantes e pessoas com doenças crônicas. Esses pacientes têm maior chance de evoluir com complicações, como pneumonia e agravamento de doenças preexistentes", alerta a pneumologista.
A principal forma de prevenção é a vacinação contra a gripe, que deve ser feita todos os anos, independentemente do esquema vacinal realizado pelo paciente no ano anterior. “Além disso, medidas simples mantêm um papel fundamental, como higienização frequente das mãos, evitar contato próximo com pessoas sintomáticas, manter ambientes ventilados e adotar etiqueta respiratória, cobrindo boca e nariz ao tossir ou espirrar. Em caso de sintomas, é importante evitar a automedicação e buscar orientação adequada, já que o manejo correto reduz o risco de complicações e contribui para o controle da transmissão”.
Formada em Jornalismo pela Puc Minas, Paula Arantes produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil, Mundo, Orações e Entretenimento no portal da Itatiaia. Atualmente, colabora com a editoria Meio Ambiente. Antes, passou pelo jornal Estado de Minas.



