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EUA aprovam pílula contra câncer de pâncreas que pode dobrar sobrevida de pacientes

Novo medicamento é indicado para adultos com câncer de pâncreas metastático após tratamento com quimioterapia

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Cancer de pancreas
Medicamento também chamou atenção pela tolerância dos pacientes aos efeitos colaterais • Freepik

A Food and Drug Administration (FDA), agência reguladora de saúde dos Estados Unidos, aprovou nesta quarta-feira (26) uma nova pílula para tratar câncer de pâncreas em estágio avançado. O medicamento daraxonrasib, com nome comercial de Rasonque, praticamente dobrou a sobrevida entre pacientes com a doença durante um estudo em fase 3.

O remédio, indicado para pacientes adultos com câncer de pâncreas metastático que já tenham tentado quimioterapia, deve ser administrado na forma de dois comprimidos por dia. O tratamento é o primeiro do tipo e inovou ao prolongar de maneira substancial a vida de pacientes com a doença.

Na fase de ensaio clínico, os pacientes que receberam daraxonrasib apresentaram sobrevida de, em média, mais de 13 meses. O grupo que recebeu quimioterapia apresentou menos de sete meses.

O remédio tem como efeitos colaterais erupções cutâneas, diarreia, fadiga e náusea. Porém, durante os estudos, somente 1,2% dos pacientes que usaram daraxonrasib precisaram interromper o tratamento por efeitos colaterais. Entre o grupo em tratamento com quimioterapia, essa taxa foi de 11,2%.

A Revolution Medicines, farmacêutica responsável pelo medicamento, ainda não anunciou o preço do produto. O daraxonrasib age bloqueando a ação da proteína RAS, que participa do crescimento dos tumores em casos de câncer no pâncreas.

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Formada em Jornalismo pela Puc Minas, Paula Arantes produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil, Mundo, Orações e Entretenimento no portal da Itatiaia. Atualmente, colabora com a editoria Meio Ambiente. Antes, passou pelo jornal Estado de Minas.

 

 

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