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Estudo vai criar biobanco de células-tronco para pacientes com fissura labiopalatina

Células-tronco podem ser usadas para regenerar os ossos do céu da boca, beneficiando pacientes com a condição

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Fissura labiopalatina
Células-tronco possuem alto poder de regeneração e conseguem se transformar em diversos tipos de células do corpo • Canva

O Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) e a Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) firmaram uma parceria para a realização de um estudo clínico voltado à utilização de células-tronco mesenquimais (CTM) para o tratamento de pacientes com fissura labiopalatina, popularmente conhecido como lábio leporino.

O objetivo da iniciativa é criar um biobanco público de células-tronco, feito a partir de amostras biológicas de pacientes com fissura labiopalatina. O material será submetido a procedimentos de isolamento e preservado em nitrogênio líquido.

O projeto inclui etapas de recrutamento dos participantes, coleta das amostras, processamento e controle de qualidade, armazenamento em biobanco e monitoramento das condições de conservação do material biológico. Essas ações devem ser concluídas em 24 meses.

A pesquisa avaliará apenas se as amostras armazenadas são viáveis, têm qualidade e são adequadas para uso. Nesta etapa, não serão analisados os efeitos do tratamento nem sua eficácia.

Fissura labiopalatina

A fissura labiopalatina é uma malformação congênita que ocorre quando os tecidos do lábio ou do céu da boca (palato) não se fundem adequadamente durante o desenvolvimento do feto. A correção ocorre por meio de cirurgias reconstrutivas, realizadas a partir dos 3 meses de idade, e acompanhamento multidisciplinar para reabilitação.

O tratamento considerado padrão-ouro é o enxerto ósseo secundário, realizado entre os 7 e 12 anos de idade para fechar o osso alveolar. A bioengenharia de tecido ósseo, técnica que utiliza células-tronco associadas a biomateriais para regenerar ou substituir tecidos ósseos, também é indicada.

As células-tronco possuem alto poder de regeneração e conseguem se transformar em diversos tipos de células do corpo, como neurônios, células musculares ou sanguíneas. Por isso, o uso da técnica é considerado promissor para o tratamento do lábio leporino, principalmente para a regeneração óssea no céu da boca.

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Formada em Jornalismo pela Puc Minas, Paula Arantes produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil, Mundo, Orações e Entretenimento no portal da Itatiaia. Atualmente, colabora com a editoria Meio Ambiente. Antes, passou pelo jornal Estado de Minas.