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Estudo aponta que solidão pode aumentar dor e afetar mais mulheres

Pesquisa com animais indica que isolamento social dificulta recuperação e pode favorecer dor crônica

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Estudo aponta que solidão pode aumentar dor e afetar mais mulheres
Estudo aponta que solidão pode aumentar dor e afetar mais mulheres • Foto: Freepik

Um estudo realizado por pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp) aponta que a solidão pode intensificar a dor física e dificultar a recuperação, principalmente em individuos do sexo feminino. Os resultados sugerem que o isolamento social pode contribuir para que a dor se torne crônica.

A pesquisa foi feita com camundongos e analisou como a falta de convivência com outros indivíduos interfere na evolução da dor. Os animais foram divididos entre aqueles mantidos sozinhos e outros que permaneceram em grupo.

Para simular uma situação comum em humanos, como uma lesão ou cirurgia, os pesquisadores provocaram um ferimento controlado e acompanharam a recuperação ao longo dos dias. Também foram avaliados sinais de dor, comportamento e níveis hormonais ligados ao estresse e ao bem-estar.

O resultado mostrou que apenas as fêmeas que estavam isoladas continuaram sentindo dor intensa mesmo duas semanas após o ferimento, indicando que a condição havia se tornado crônica. Já os machos isolados conseguiram se recuperar melhor, embora tenham apresentado mais sinais de ansiedade.

Entre os animais que ficaram em grupo, a recuperação foi mais rápida, especialmente entre as fêmeas, o que indica que o convívio social pode funcionar como fator de proteção.

Os pesquisadores também observaram alterações em hormônios ligados ao vínculo social e ao estresse, o que pode ajudar a explicar por que o isolamento afeta mais alguns grupos.

Segundo os autores, os resultados ajudam a entender por que mulheres tendem a apresentar mais casos de dor crônica, ansiedade e depressão. Eles defendem que fatores como o isolamento social e o sexo biológico passem a ser considerados em tratamentos de saúde, especialmente em situações de recuperação após cirurgias ou lesões.

O estudo reforça a importância do convívio social não apenas para o bem-estar emocional, mas também para a saúde física.

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