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Estrias vermelhas ou brancas: quando iniciar tratamento e quais as chances de recuperação da pele

Biomédico explica que coloração das estrias indicam há quanto tempo elas surgiram na pele; tratamentos incluem lasers fracionados, radiofrequência microagulhada e outros métodos

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Mulher com marcas de estrias na barriga e na lateral das pernas
Magnific

As estrias podem surgir em diferentes fases da vida, com colorações distintas. Suas características podem indicar há quanto tempo elas apareceram e influenciar diretamente na resposta aos tratamentos.

“As estrias surgem quando a pele passa por uma distensão rápida ou por alterações que comprometem sua capacidade de adaptação. Isso acontece, por exemplo, durante a adolescência, na gestação, em períodos de ganho rápido de peso ou de aumento importante da massa muscular. Fatores genéticos e hormonais também desempenham um papel relevante”, explica o biomédico Thiago Martins, mestre em Medicina Estética.

As estrias vermelhas, também chamadas de rubras, são mais recentes e apresentam maior vascularização e atividade inflamatória. “É justamente nesse momento que temos uma janela de oportunidade importante para o tratamento. Como as alterações estruturais ainda estão em evolução, existe maior possibilidade de obter uma resposta favorável, em especial quando a intervenção é iniciada precocemente”, afirma.

Com o passar do tempo, as marcas perdem a coloração avermelhada e se tornam esbranquiçadas, conhecidas como estrias albas. Nessa fase, as alterações na estrutura da pele estão mais consolidadas, o que torna o tratamento desafiador. “Entretanto, é importante esclarecer que estrias brancas também podem ser tratadas. O fato de serem antigas não significa que não exista possibilidade de melhora”, ressalta.

De acordo com o especialista, é importante diferenciar a melhora estética do desaparecimento completo das marcas. “As estrias são consideradas uma forma de cicatriz dérmica e, por isso, não é realista prometer o desaparecimento total dessas marcas. O objetivo dos tratamentos é estimular a remodelação do colágeno, melhorar a espessura e a textura da pele, reduzir a profundidade das lesões e tornar as estrias menos perceptíveis”, explica.

Entre as opções disponíveis estão os lasers fracionados, a radiofrequência microagulhada e outros métodos que estimulam a produção e a reorganização do colágeno. Nas estrias vermelhas, lasers vasculares podem ajudar a reduzir a coloração. Já nas brancas, as estratégias costumam priorizar a remodelação da derme e a melhora da textura. A escolha depende das características das marcas e das condições de cada paciente.

“O estímulo à produção de colágeno não gera uma transformação imediata. Trata-se de um processo biológico que ocorre ao longo de semanas e meses e que pode exigir várias sessões. Por isso, o planejamento terapêutico precisa ser individualizado, com expectativas realistas desde a primeira consulta”, afirma o biomédico.

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Formada em Jornalismo pela Puc Minas, Paula Arantes produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil, Mundo, Orações e Entretenimento no portal da Itatiaia. Atualmente, colabora com a editoria Meio Ambiente. Antes, passou pelo jornal Estado de Minas.

 

 

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