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Estalar as costas faz mal? Ortopedista esclarece os riscos da prática

Estalo acontece por causa do rompimento de pequenas bolhas de gás na coluna

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Médico examina coluna de paciente
Dor na coluna • Pixabay

Algumas pessoas têm o hábito de estalar as costas. Geralmente, isso é feito por meio da rotação da coluna ou de alongamentos, com o objetivo de aliviar dores e tensão no local.

É comum ouvir que a prática “desgasta” a coluna, mas o ortopedista Daniel Oliveira, especialista em coluna vertebral, afirma que isso não é verdade na maioria dos casos.

“O estalo normalmente ocorre por um fenômeno chamado cavitação, quando pequenas bolhas de gás presentes no líquido que lubrifica as articulações se formam e se rompem, produzindo o som característico. Quando isso acontece de forma espontânea ou ocasional, sem dor ou limitação dos movimentos, não há evidências científicas de que provoque artrose ou desgaste das articulações da coluna”, afirma o médico.

Estalar as costas torna-se um problema quando vira um hábito. “Quando uma pessoa sente necessidade constante de manipular a própria coluna, isso pode ser um sinal de que existe algum problema por trás, como rigidez muscular, desequilíbrios posturais, sobrecarga mecânica ou até alterações da própria coluna que precisam ser investigadas”.

O especialista também destaca que o alívio proporcionado pela prática é temporário. “A manipulação pode estimular receptores das articulações e gerar uma sensação momentânea de relaxamento e melhora da mobilidade, mas ela não trata a causa do problema quando existe uma alteração estrutural ou funcional”, destaca o especialista.

“Sempre que houver dor persistente, necessidade frequente de estalar a coluna ou sintomas como dor irradiada para braços ou pernas, formigamentos, perda de força ou dificuldade para realizar as atividades do dia a dia, é fundamental procurar um médico especialista. O diagnóstico correto permite tratar a causa do problema, e não apenas aliviar os sintomas de forma passageira”, conclui o médico.

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Formada em Jornalismo pela Puc Minas, Paula Arantes produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil, Mundo, Orações e Entretenimento no portal da Itatiaia. Atualmente, colabora com a editoria Meio Ambiente. Antes, passou pelo jornal Estado de Minas.