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Esfregar os olhos após contato com protetor solar pode piorar irritação; entenda

Para solucionar o problema, oftalmologista indica usar protetor solar em bastão, resistente à água e ao suor; viseiras, bonés e óculos de sol também podem ajudar

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Mulher transpirando com gotas de suor escorrendo pelo rosto
A escolha do produto também pode ajudar a reduzir o risco durante a prática esportiva • Magnific

Para quem pratica esportes ao ar livre, o protetor solar é indispensável. Porém, em alguns casos, o produto pode acabar escorrendo no rosto, por causa do suor, e atingir os olhos. O contato pode provocar ardência, lacrimejamento, vermelhidão e dificuldade para manter os olhos abertos.

Segundo o oftalmologista Tiago César Pereira Ferreira, na maioria das vezes o quadro é apenas irritativo e melhora após a lavagem, mas exposições mais intensas podem causar lesões na superfície ocular.

"Quando o protetor solar entra nos olhos, a reação instintiva costuma ser esfregá-los, mas isso deve ser evitado. O mais importante naquele momento é interromper a atividade e lavar os olhos abundantemente com água corrente limpa ou soro fisiológico", orienta.

No caso de pessoas que usam lentes de contato, é recomendado retirá-las assim que for possível. Em seguida, o olho pode ser lavado normalmente.

Como escolher o protetor solar ideal

A escolha do produto também pode ajudar a reduzir o risco durante a prática esportiva. "A preferência deve ser por produtos desenvolvidos para o rosto, resistentes à água e ao suor e que tenham boa aderência à pele", explica Tiago.

Formulações em bastão podem ser interessantes para atividades físicas porque permitem uma aplicação mais localizada e tendem a migrar menos com a transpiração. Além disso, o oftalmologista orienta respeitar a área de aplicação indicada pelo fabricante e evitar passar o produto diretamente nas pálpebras ou muito próximo à linha dos cílios quando ele não for destinado especificamente à região.

Outro cuidado é não considerar que um protetor resistente à água ou ao suor permanecerá intacto durante toda a atividade. "A transpiração intensa, o contato com a água e o hábito de secar o rosto com toalhas ou com a própria roupa removem parte do protetor. Por isso, a reaplicação deve seguir a orientação do fabricante e considerar o tempo e a intensidade da exposição", afirma.

Além do protetor solar, bonés, viseiras e óculos de sol com proteção contra a radiação ultravioleta podem ajudar a proteger a região ao redor dos olhos. Após o contato acidental com o produto, alguns sinais indicam que é necessário procurar atendimento: dor que não melhora, vermelhidão importante, sensação persistente de areia ou corpo estranho, dificuldade para abrir os olhos, sensibilidade excessiva à luz ou visão embaçada.

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Formada em Jornalismo pela Puc Minas, Paula Arantes produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil, Mundo, Orações e Entretenimento no portal da Itatiaia. Atualmente, colabora com a editoria Meio Ambiente. Antes, passou pelo jornal Estado de Minas.

 

 

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