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Efeitos colaterais de canetas emagrecedoras podem causar boca seca e mau hálito

Alteração no fluxo salivar causada pelas canetas emagrecedoras está relacionada a halitose, ao aumento da saburra lingual e maior risco de lesões por cáries

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Sucesso do implante dentário está relacionado à saúde bucal geral do paciente
Pacientes em tratamento com canetas emagrecedoras devem fazer acompanhamento com dentista • Repdrodução / Freepik

Os agonistas do receptor de GLP-1, conhecidos popularmente como canetas emagrecedoras, são medicamentos que imitam um hormônio natural do intestino, controlando o açúcar no sangue e reduzindo o apetite. Apesar dos benefícios, esses remédios podem causar efeitos colaterais. Um deles é a halitose, conhecida como mau hálito.

“Esses medicamentos podem provocar a alteração no fluxo salivar e a xerostomia (boca seca), o que pode causar alteração do hálito, visto que a medicação reduz a ingestão alimentar e de líquido”, afirma o cirurgião-dentista Mario Sergio Giorgi, presidente do Grupo de Trabalho de Halitose do Conselho Regional de Odontologia de São Paulo (CROSP).

Além da boca seca, as canetas emagrecedoras aumentam a saburra lingual, o que provoca a formação de compostos de enxofre. A redução calórica também pode deixar o hálito com odor, por causa da produção de corpos cetônicos.

A xerostomia ainda pode causar maior risco de lesões por cáries. Isso porque a saliva serve para neutralizar ácidos ingeridos na alimentação e atua como protetora do esmalte dental.

A Associação Brasileira de Halitose (ABHA) recomenda que pacientes em tratamento com canetas emagrecedoras façam acompanhamento regular com um dentista. As medidas para tratar o problema incluem orientação sobre hidratação e uso de estimulantes salivares naturais ou com xilitol, prescrição de dentifrícios com flúor e monitoramento periódico entre 3 e 6 meses.

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Formada em Jornalismo pela Puc Minas, Paula Arantes produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil, Mundo, Orações e Entretenimento no portal da Itatiaia. Atualmente, colabora com a editoria Meio Ambiente. Antes, passou pelo jornal Estado de Minas.

 

 

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