Itatiaia

Dia Mundial da Osteoporose: veja como prevenir a doença e fatores de risco

Dia Mundial da Osteoporose é celebrado nesta terça-feira (20); doença é mais frequentes em mulheres após a menopausa e tem o envelhecimento como principal fator de risco

Por
Médico explica quadro de osteoporose usando modelo anatômico de coluna vertebral
Idade é o principal fator de risco para a doença • Magnific

O Dia Mundial da Osteoporose é celebrado nesta terça-feira (20) para conscientizar sobre a prevenção, o diagnóstico precoce e o tratamento da perda de massa óssea. A doença silenciosa compromete a resistência dos ossos e aumenta o risco de fraturas.

“A osteoporose é mais frequente em mulheres após a menopausa, principalmente pela redução dos níveis de estrogênio, mas também pode atingir os homens, especialmente com o avanço da idade. Além do envelhecimento, fatores como histórico familiar, sedentarismo, tabagismo, consumo excessivo de álcool, baixa ingestão de cálcio e uso prolongado de corticoides podem aumentar o risco”, explica o médico ortopedista Daniel Oliveira.

A doença pode causar fraturas por fragilidade. Em pessoas com osteoporose, isso pode ocorrer após traumas leves, como uma queda da própria altura. “Coluna vertebral, quadril e punho estão entre os locais mais frequentemente acometidos. Essas fraturas podem trazer consequências importantes especialmente para os idosos comprometendo a mobilidade, a independência e a qualidade de vida”, afirma o médico.

Na coluna vertebral, o quadro pode provocar fraturas por compressão, com redução da altura do corpo vertebral. Essas lesões podem causar dor nas costas e alterações de postura.

No quadril, na maioria dos casos, essas fraturas exigem tratamento cirúrgico e um período importante de reabilitação. “Em pacientes idosos, podem representar um ponto de mudança na capacidade de caminhar e realizar atividades cotidianas, além de estarem associadas a maior risco de complicações e mortalidade”, diz o especialista.

Diagnóstico

O diagnóstico é feito principalmente por meio da densitometria óssea por DXA, principal exame utilizado para avaliar a densidade mineral óssea. Porém, o médico também deve considerar o histórico clínico, a ocorrência prévia de fraturas por fragilidade, o uso de determinadas medicações e o risco individual de novas fraturas.

“O rastreamento é recomendado rotineiramente para mulheres a partir dos 65 anos, enquanto muitas diretrizes consideram a avaliação em homens a partir dos 70 anos. Pessoas mais jovens também podem precisar de investigação quando apresentam fatores de risco”, orienta o ortopedista.

Prevenção

A prevenção começa desde cedo: “A prática regular de exercícios com sustentação do peso corporal e fortalecimento muscular, uma alimentação com quantidades adequadas de cálcio e proteínas, níveis adequados de vitamina D, além de medidas para melhorar o equilíbrio e prevenir quedas, são fundamentais”, destaca o médico.

Além disso, o especialista reforça que não devemos esperar uma fratura acontecer para começar a cuidar da saúde dos ossos. “Identificar os fatores de risco, realizar a avaliação adequada e iniciar o tratamento quando indicado são atitudes capazes de reduzir o risco de fraturas e de complicações graves, preservando a mobilidade e a independência à medida que envelhecemos”.

Por

Formada em Jornalismo pela Puc Minas, Paula Arantes produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil, Mundo, Orações e Entretenimento no portal da Itatiaia. Atualmente, colabora com a editoria Meio Ambiente. Antes, passou pelo jornal Estado de Minas.

 

 

Belo Horizonte