SUS oferece nove novos medicamentos contra o câncer a partir desta semana; saiba quais são
Os medicamentos são para 13 indicações diferentes do tratamento de câncer

Nove novos medicamentos para tratamento de câncer passarão a ser oferecidos no Sistema Único de Saúde (SUS) a partir dessa semana, informou o Ministério da Saúde. Os remédios serão destinados a pacientes com câncer de mama, próstata, pulmão, linfomas, entre outros.
Muitos dos medicamentos eram esperados há mais de 10 anos na rede pública. A maioria já estava incorporada ao SUS, mas sem efetiva oferta nos serviços.
Os medicamentos são para 13 indicações diferentes do tratamento de câncer. Inicialmente, a disponibilização será em 20 centros de tratamento em todas as regiões do Brasil, com a expectativa de expandir para todos os centros do Brasil até o final do ano, segundo o MS.
Os tratamentos agem de formas diferentes, conforme o tipo de tumor, o estágio da doença e o perfil de cada paciente.
Veja quais são os remédios:
- trastuzumabe — câncer de estômago ou junção esofagogástrica;
- abemaciclibe — câncer de mama precoce (RH+, Her2-, linfonodo +);
- acetato de lanreotida — tumores neuroendócrinos;
- pazopanibe — câncer de rim de células claras metastático;
- rituximabe — leucemia linfocítica crônica (1ª linha), linfoma folicular, linfoma difuso;
- abiraterona — câncer de próstata resistente à hormonioterapia não metastático e metastático e sensível à hormonioterapia e metastático
- gefitinibe — câncer de pulmão não pequenas células em primeira linha
- TSH recombinante (alfatirotropina) — câncer diferenciado de tireoide com indicação de iodo radioativo
- sunitinibe — câncer de rim de células claras metastático e GIST avançado ou metastático após falha ao imatinibe
Até o fim do ano, a expectativa é de que 23 novos fármacos cheguem, ampliando em 35% as alternativas na rede pública.
Rastreamento de câncer de intestino
Outra mudança é que o SUS passará a indicar o rastreamento de câncer de intestino. Serão distribuídos 400 mil testes imunoquímicos fecais (FIT) para o rastreamento, que serão implementados gradualmente nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) a partir de novembro, em cidades e capitais com mais de 500 mil habitantes.
Ainda de acordo com o MS, o FIT será usado como exame de triagem para identificar quais pessoas precisarão realizar colonoscopia para confirmação do diagnóstico. A estratégia é voltada a homens e mulheres assintomáticos, entre 50 e 75 anos. Ele é semelhante a um a um teste de gravidez: o método detecta pequenas quantidades de sangue oculto nas fezes, que podem indicar a presença de pólipos, lesões pré-cancerígenas ou câncer colorretal. A precisão é de até 92%.
Formada pela PUC Minas, Maria Fernanda Ramos é repórter das editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo na Itatiaia. Antes, passou pelo portal R7, da Record.



