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SUS oferece nove novos medicamentos contra o câncer a partir desta semana; saiba quais são

Os medicamentos são para 13 indicações diferentes do tratamento de câncer

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Adolescentes compravam remédios controlados com receitas falsas
Reprodução | Pixabay

Nove novos medicamentos para tratamento de câncer passarão a ser oferecidos no Sistema Único de Saúde (SUS) a partir dessa semana, informou o Ministério da Saúde. Os remédios serão destinados a pacientes com câncer de mama, próstata, pulmão, linfomas, entre outros.

Muitos dos medicamentos eram esperados há mais de 10 anos na rede pública. A maioria já estava incorporada ao SUS, mas sem efetiva oferta nos serviços.

Os medicamentos são para 13 indicações diferentes do tratamento de câncer. Inicialmente, a disponibilização será em 20 centros de tratamento em todas as regiões do Brasil, com a expectativa de expandir para todos os centros do Brasil até o final do ano, segundo o MS.

Os tratamentos agem de formas diferentes, conforme o tipo de tumor, o estágio da doença e o perfil de cada paciente.

Veja quais são os remédios:

  • trastuzumabe — câncer de estômago ou junção esofagogástrica;
  • abemaciclibe — câncer de mama precoce (RH+, Her2-, linfonodo +);
  • acetato de lanreotida — tumores neuroendócrinos;
  • pazopanibe — câncer de rim de células claras metastático;
  • rituximabe — leucemia linfocítica crônica (1ª linha), linfoma folicular, linfoma difuso;
  • abiraterona — câncer de próstata resistente à hormonioterapia não metastático e metastático e sensível à hormonioterapia e metastático
  • gefitinibe — câncer de pulmão não pequenas células em primeira linha
  • TSH recombinante (alfatirotropina) — câncer diferenciado de tireoide com indicação de iodo radioativo
  • sunitinibe — câncer de rim de células claras metastático e GIST avançado ou metastático após falha ao imatinibe

Até o fim do ano, a expectativa é de que 23 novos fármacos cheguem, ampliando em 35% as alternativas na rede pública.

Rastreamento de câncer de intestino

Outra mudança é que o SUS passará a indicar o rastreamento de câncer de intestino. Serão distribuídos 400 mil testes imunoquímicos fecais (FIT) para o rastreamento, que serão implementados gradualmente nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) a partir de novembro, em cidades e capitais com mais de 500 mil habitantes.

Ainda de acordo com o MS, o FIT será usado como exame de triagem para identificar quais pessoas precisarão realizar colonoscopia para confirmação do diagnóstico. A estratégia é voltada a homens e mulheres assintomáticos, entre 50 e 75 anos. Ele é semelhante a um a um teste de gravidez: o método detecta pequenas quantidades de sangue oculto nas fezes, que podem indicar a presença de pólipos, lesões pré-cancerígenas ou câncer colorretal. A precisão é de até 92%.

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Formada pela PUC Minas, Maria Fernanda Ramos é repórter das editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo na Itatiaia. Antes, passou pelo portal R7, da Record.

 

 

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