Belo Horizonte
Itatiaia

Dengue: baixa cobertura vacinal contra a doença preocupa especialistas da área da saúde

A cobertura vacinal está em apenas 31% para a primeira dose e em 11% para o esquema completo

Por
Na capital mineira, a vacina contra a dengue está liberada para o público de 10 a 14 anos • Rogério Vidmantas | Prefeitura de Dourados

Belo Horizonte tem 106 mortes por dengue, 39 em investigação e mais de 228 mil casos prováveis da doença, neste ano. Em Minas Gerais, são 977 mortes e mais de 1 milhão e 700 mil casos prováveis da doença. Mas além da alta do número de casos, a baixa cobertura vacinal preocupa autoridades de saúde.

“Não há nenhuma justificativa para ficar reticente ou resistente à vacinação. A população definida pelo Ministério da Saúde para início da vacinação aqui do Brasil, que é a população de 10 a 14 anos, é a população mais estudada em relação à vacina. Foi a população que participou dos estudos, tanto de eficácia quanto de segurança, e esses estudos demonstraram, além de uma excelente eficácia, uma segurança muito grande da vacina em relação aos riscos de complicação, e principalmente em relação aos riscos da própria doença. Então, tanto a curto quanto a médio e a longo prazo, a não vacinação significa expor essas crianças e adolescentes, a uma doença que tem um risco de complicação elevado”, alerta o médico.

Em Belo Horizonte, até o momento, já foram aplicadas cerca de 74 mil doses da vacina, considerando a primeira e a segunda aplicação. A cobertura vacinal está em apenas 31% para a primeira dose e em 11% para o esquema completo. Lembrando que a meta estabelecida pelo Ministério da Saúde é de vacinar 90% do público-alvo.

“No caso da dengue, o maior risco é a infecção aguda em que as pessoas podem evoluir com complicações importantes e, inclusive, com risco de internação e óbito. Então, o maior risco da doença está nos primeiros dias, nas primeiras semanas de doença, onde o risco de complicação é alto, principalmente relacionado à desidratação que a doença causa, levando a quadros graves e até também, eventualmente, de sangramento”, conclui Alberto Chebabo, presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia.

Por

Jornalista formada pelo Uni-BH, em 2010. Começou no Departamento de Esportes. No Jornalismo passou pela produção, reportagem e hoje faz a coordenação de jornalismo da rádio Itatiaia.