Coronavírus pode permanecer no espermatozoide por até 110 dias após a infecção inicial, diz estudo
Os pesquisadores coletaram amostras de sêmen de 13 pacientes de 21 a 50 anos infectados com a doença de forma leve, moderada e grave

O coronavírus pode continuar em espermatozoides por até 110 dias após a infecção inicial, apontou um estudo realizado por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP). Para quem pretende ter filhos, o recomendado pode ser ter um período de "quarentena" após a infecção.
Os pesquisadores coletaram amostras de sêmen de 13 pacientes de 21 a 50 anos infectados com a doença de forma leve, moderada e grave e que foram atendidas no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP. Apesar de todos terem testado negativo para a presença do vírus, ele foi identificado em espermatozoides de 8 dos 11 pacientes que tinham quadros moderados ou graves.
Quando esse sistema é ativado, os neutrófilos lançam "redes" para o meio extracelular de modo a isolar, prender, neutralizar e matar agentes invasores. Porém, as NETs são lesivas a outros tecidos do organismo.
Os resultados da microscopia eletrônica revelaram que os espermatozoides produzem armadilhas extracelulares baseadas em DNA nuclear para neutralizar o agente agressor e se “suicidam” no processo. Ou seja, a célula se “sacrifica” para conter o patógeno – mecanismo conhecido em inglês como suicidal ETosis-like response.
Formada pela PUC Minas, Maria Fernanda Ramos é repórter das editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo na Itatiaia. Antes, passou pelo portal R7, da Record.



