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Como evitar infecções transmitidas por aparelhos na academia? Álcool 70% não é a solução

Aparelhos de academia podem ser um foco importante de transmissão de doenças de pele

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Frequentadores de academia estão cada vez mais adeptos à creatina • Reprodução/Freepik

Em meio a uma alta na procura por um estilo de vida saudável, muitos procuram as academias para se exercitar. É importante sempre higienizar os aparelhos, mas nem todos fazem isso, podendo ficar em perigo.

Segundo Lucas Miranda, dermatologista mineiro e membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, aparelhos de academia podem ser um foco importante de transmissão de doenças de pele, uma vez que as superfícies compartilhadas e úmidas favorecem a proliferação de microorganismos.

"Entre os problemas mais comuns, as micoses se destacam; elas são causadas por fungos que se desenvolvem em ambientes úmidos e quentes, como o estofado dos aparelhos ou bancos e o chão dos vestiários. Além disso, infecções bacterianas, como as provocadas pelo Staphylococcus aureus resistente à meticilina (MRSA), podem surgir quando há contato com superfícies contaminadas, especialmente em áreas onde a pele possui cortes ou pequenas lesões. Outro problema recorrente é a transmissão de verrugas, que são causadas pelo HPV e geralmente aparecem após o contato com pisos ou aparelhos contaminados", explicou.

Os problemas se agravam com o acúmulo de suor nas superfícies e a falta de higiene adequada. Dermatites irritativas e alergias são também problemas comuns.

Como higienizar?

Ao contrário do que muitos pensam, limpar com álcool 70% pode não ser suficiente para microorganismos que afetam a pele. Por isso, segundo o especialista, o ideal é usar desinfetantes à base de quaternários de amônio ou peróxido de hidrogênio, que têm maior abrangência contra fungos e bactérias resistentes.

Dicas

O ideal, de acordo com o especialista, é manter a higiene pessoal e garantir a limpeza dos equipamentos. O médico deu algumas dicas para evitar doenças de pele na academia, tais como:

Higienize sempre os aparelhos antes e depois do uso, utilizando álcool 70% ou desinfetantes específicos que também eliminem fungos – principais causadores de micoses.

Carregue sua própria toalha limpa e sempre use-a para cobrir bancos e superfícies compartilhadas.

Evite o contato direto dos pés com o chão, especialmente em áreas úmidas como vestiários e chuveiros, e use chinelos nesses locais para prevenir a contaminação por fungos e vírus como o HPV.

Após os treinos, troque imediatamente as roupas molhadas de suor, pois o acúmulo de umidade na pele pode favorecer a proliferação de microrganismos. Além disso, lave as mãos com frequência e utilize álcool gel durante o treino, principalmente antes de tocar o rosto.

Para áreas da pele que apresentem cortes ou lesões, utilize um curativo para evitar infecção secundária.

Por fim, certifique-se de que a academia segue boas práticas de limpeza, como a desinfecção frequente de equipamentos e áreas compartilhadas. Essas precauções são fundamentais para evitar que infecções de pele se transformem em problemas maiores.

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Formada pela PUC Minas, Maria Fernanda Ramos é repórter das editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo na Itatiaia. Antes, passou pelo portal R7, da Record.