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Cirurgia que muda cor dos olhos tem uso restrito, alerta Conselho Brasileiro de Oftalmologia

Procedimento ganhou destaque nas redes sociais após duas influenciadoras mudarem a cor dos olhos e compartilharem o resultado

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Apenas pessoas cegas ou com visão extremamente reduzida podem realizar a ceratopigmentação para fins estéticos reparadores
Apenas pessoas cegas ou com visão extremamente reduzida podem realizar a ceratopigmentação para fins estéticos reparadores • Reprodução / Pixabay

Apenas pessoas cegas ou com visão extremamente reduzida podem realizar a ceratopigmentação para fins estéticos reparadores. O alerta é do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO). O conselho indica que o uso do procedimento que pigmenta a córnea para mudar a cor dos olhos é de alto risco e pode ter efeitos irreversíveis.

O procedimento ganhou destaque nas redes sociais após as influenciadoras Maya Massafera e Andressa Urach compartilharem a mudança da cor dos olhos na internet. No entanto, especialistas do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) reforçam que a técnica não é segura em olhos saudáveis e pode provocar complicações graves como a perda severa da visão.

“O uso desse procedimento com finalidade puramente estética não é recomendado. Pode causar infecções, inflamações difíceis de tratar e alterações na córnea que são irreversíveis, dificultando futuros exames oculares ou cirurgias, como a de catarata”, afirma a presidente do CBO, Wilma Lelis.

A cirurgia pode causar lesões na córnea, levar a perfuração do olho, infecções graves, inflamações internas (uveítes), ao aumento da pressão intraocular e, em casos extremos, a cegueira. Além disso, quem já passou pela cirurgia relata sintomas como dor, ardência, sensação de areia nos olhos, sensibilidade à luz e lacrimejamento constante.

A técnica cirúrgica implanta pigmentos coloridos em camadas internas da córnea, principalmente, para camuflar manchas brancas visíveis em olhos cegos. A ceratopigmentação é um procedimento reparador, voltado para melhorar a aparência e a autoestima de pessoas que perderam totalmente a visão em um dos olhos.

“Não é um procedimento estético comum e só deve ser considerado quando outras opções, como lentes coloridas ou próteses, não funcionam”, explica José Álvaro Pereira Gomes, presidente da Sociedade Brasileira de Córnea (SBC).

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