Cirurgia após emagrecimento com Mounjaro: saiba a hora certa de operar
Especialista explica que, após grande perda de peso, pode ser necessário fazer retirada de gordura ou de pele

Depois do tratamento com Mounjaro, medicamento injetável para tratar diabetes tipo 2 e obesidade, os pacientes podem apresentar flacidez da pele devido à grande perda de peso. A fisioterapeuta Patrícia Resende, especialista em pós-cirurgia, falou sobre o tema em participação no programa Acir Antão desta quinta-feira (7).
“A cirurgia plástica deve ser pensada em dois aspectos: retirada de gordura e retirada de pele. No uso correto do Mounjaro, você perde peso e fica saudável, mas o excesso de pele pode incomodar. Os tratamentos estéticos para a pele são restritos; a malhação ajuda na firmeza muscular, mas não remove a ptose (queda) de pele, tornando a cirurgia uma excelente saída”, afirma.
A profissional explica como saber se é a hora certa de operar. "É preciso avaliar há quanto tempo emagreceu, quantos quilos perdeu e se está mantendo o peso. Também é vital saber se está saudável ou desnutrido. Se atingiu o peso estável e a saúde está em dia, não há por que esperar", detalha a fisioterapeuta.
Depois da abdominoplastia, é hora de usar a cinta. “Na plástica, usamos dois tipos: uma mais frouxa no início para fazer um peso leve na pele, e uma segunda, um pouco mais apertada, para corrigir o espaço e evitar cicatrizes volumosas ou desqualificadas. Ela não deve ser um espartilho sufocante, mas deve fazer a pressão ideal”, orienta.
Questionada sobre o repouso e o inchaço, a especialista diz que, “no início imediato, pode aumentar [o inchaço], mas o movimento progressivo é necessário em todo o pós-operatório para ajudar na cicatrização e resolver o edema. A dose do exercício deve ser orientada por um fisioterapeuta”.
Assista a entrevista completa
Formada em Jornalismo pela Puc Minas, Paula Arantes produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil, Mundo, Orações e Entretenimento no portal da Itatiaia. Atualmente, colabora com a editoria Meio Ambiente. Antes, passou pelo jornal Estado de Minas.



