Chatbot de IA supera médicos em teste de diagnósticos feito por Harvard
Em triagens iniciais, vantagem da inteligência artificial sobre médicos foi de mais de 10%

Um chatbot de inteligência artificial (IA) superou médicos em um teste realizado por cientistas da Escola Médica de Harvard, em Boston. O modelo o1 da OpenAI competiu com os profissionais do Hospital Geral de Massachusetts e do Beth Israel Medical Center, que estão entre os melhores dos Estados Unidos.
Ao todo, foram mais de 250 casos analisados e 500 médicos envolvidos. O robô e os profissionais deveriam chegar a diagnósticos com base nos prontuários dos pacientes em estágio inicial do atendimento. Os resultados foram reunidos em um estudo publicado na revista Science.
As respostas da IA e dos profissionais foram comparadas aos diagnósticos finais, com os resultados já concluídos. Os casos analisados vinham de registros antigos dos hospitais, cenários fictícios e consultas ocorrendo em tempo real nas instituições participantes do estudo.
O chatbot se destacou principalmente na triagem inicial feita nas salas de emergência, atingindo 67,1% de acertos contra 55,3% obtidos pelos médicos. A taxa de acertos nesta fase é menor porque os participantes ainda não contavam com os resultados dos exames solicitados após a consulta inicial.
No momento da dispensa ou internação, após a passagem pela emergência, a IA também obteve vantagem, mas com diferença menor. O chatbot acertou 81,6% dos diagnósticos e os médicos, 78,9%.
Apesar dos resultados positivos, os autores do estudo alertam que é preciso usar a ferramenta com cautela. A inteligência artificial não substitui médicos, que são capazes de fazer observações visuais, auditivas e sensoriais. Além disso, no contexto do estudo, o chatbot foi alimentado com informações do prontuário que já haviam sido apuradas por profissionais.
Formada em Jornalismo pela Puc Minas, Paula Arantes produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil, Mundo, Orações e Entretenimento no portal da Itatiaia. Atualmente, colabora com a editoria Meio Ambiente. Antes, passou pelo jornal Estado de Minas.



