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Anvisa aprova novo medicamento para tratar esclerose múltipla

Remédio age combatendo células que promovem inflamação e pode diminuir crises

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Diagnóstico de esclerose múltipla envolve exames de imagem
Esclerose múltipla causa disfunção neurológica progressiva • Freepik

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou um novo remédio para tratar esclerose múltipla (EM). O registro do medicamento Briumvi (ublituximabe) foi publicado nessa quarta-feira (22).

O medicamento é indicado para o tratamento da esclerose múltipla em adultos com formas recorrentes da doença. O Briumvi age combatendo as células de defesa que atacam os nervos do cérebro e da medula espinhal. Controlando essas células, o remédio ajuda a diminuir as crises da EM.

A esclerose múltipla é uma doença crônica, inflamatória, autoimune e neurodegenerativa. Caracteriza-se principalmente pela destruição da mielina, que protege os neurônios. As células de defesa, que são controladas pela ação do remédio, estimulam a inflamação e levam à disfunção neurológica progressiva.

A doença pode se manifestar causando fadiga intensa, fraqueza muscular, alterações no equilíbrio e na coordenação, dores, depressão e problemas no controle urinário e intestinal. Seus efeitos progressivos podem variar, sendo que alguns pacientes apresentam pouca incapacidade ao longo da vida, enquanto outros podem desenvolver limitações mais graves.

A causa da doença, considerada rara, ainda não é totalmente compreendida, mas está associada à interação de fatores genéticos e ambientais. Não há cura para a esclerose múltipla, mas o tratamento pode ajudar a controlar a atividade inflamatória e atrasar a progressão da doença.

A EM ocorre com mais frequência em adultos jovens, entre 20 e 50 anos, com pico de incidência por volta dos 30 anos, e é cerca de duas vezes mais comum em mulheres.

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Formada em Jornalismo pela Puc Minas, Paula Arantes produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil, Mundo, Orações e Entretenimento no portal da Itatiaia. Atualmente, colabora com a editoria Meio Ambiente. Antes, passou pelo jornal Estado de Minas.