Ao manifestar encantamento por um lugar como a Casa Bonomi, a pessoa já oferece um atestado claro de bom gosto. E aqui bom gosto precisa ser entendido em todos os sentidos humanos: visão, audição, paladar, tato e olfato. Há ambientes em que esses elementos se combinam com naturalidade, sem pressa e sem excesso. É quando a experiência deixa de ser apenas gastronômica e passa a ser também sensorial.
Existe algo de muito humano nesse tipo de espaço. Um silêncio confortável, parecido com o de uma casa antiga onde memórias continuam vivendo mesmo quando o tempo passa. É o tipo de lugar que convida as pessoas a diminuir o ritmo e perceber detalhes que normalmente escapam na pressa cotidiana.
O encanto silencioso da boa mesa
Casa Bonomi tradição de pães artesanais e café em Belo Horizonte
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Há quem demonstre entusiasmo com gestos exagerados. Abraços ruidosos, exclamações prolongadas diante da comida, comentários altos que chamam atenção de toda a sala. São formas legítimas de celebrar, mas não combinam muito com a atmosfera da Casa Bonomi.
Ali, a experiência acontece de forma diferente. O encanto surge no
A história da Casa Bonomi em Belo Horizonte
A
Para isso, escolheu-se um casarão histórico localizado na Avenida Afonso Pena, próximo à Praça ABC. O ambiente, concebido pela arquiteta Freusa Zechmeister, também ligada ao Grupo Corpo, ajudou a construir a identidade do lugar. Madeira, luz natural, mesas compartilhadas e um clima que lembra antigas casas de família.
Um refúgio gastronômico em meio à cidade
Com o passar dos anos, a Casa Bonomi se consolidou como um ponto de encontro em Belo Horizonte. O
Sentar-se ali pela manhã é observar a cidade despertando lentamente. Pelas janelas, vê-se o movimento da Avenida Afonso Pena começando enquanto, dentro da casa, o tempo parece correr em outro ritmo.
Entre o aroma do pão, o tilintar das xícaras e a luz suave que entra pelas janelas, a Casa Bonomi continua sendo um lugar onde a gastronomia encontra memória, silêncio e sensibilidade.