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Zema, sobre acordo de reparação de Mariana: ‘terá um valor maior que Brumadinho’

Governador de Minas afirma que acordo pode ser fechado ainda em outubro e critica Fundação Renova

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Reprodução • Governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), em coletiva de inauguração da pavimentação de um trecho da rodovia MG-060, entre Esmeraldas e São José da Varginha

O governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) disse nesta quinta-feira (17), durante a cerimônia de inauguração da pavimentação de um trecho da rodovia MG-060, entre Esmeraldas, na região metropolitana de Belo Horizonte, e São José da Varginha, no centro-oeste de Minas, que o acordo de reparação pela tragédia de Mariana deve acontecer ainda neste mês de outubro. Em coletiva, ele afirmou que o acordo vem sendo costurado há cerca de 3 anos, e os valores atingidos devem superar os da tragédia de Brumadinho, de R$ 37,6 bilhões.

“Estou confiante de que nós teremos ainda neste mês de outubro - tudo indica, pelas informações que eu tenho - a costura do acordo da tragédia de Mariana que, pelo dano ambiental, pela extensão do dano, abrangeu dois estados (Minas Gerais e Espírito Santo), mais de 100 municípios, terá inclusive um valor maior que a tragédia de Brumadinho”, disse.

Zema ainda afirmou que Minas vive, atualmente, menos risco de uma nova tragédia envolvendo barragens. “O que nós queremos é punir exemplarmente que polui o meio ambiente, quem ceifa vidas, quem causa este tipo de sofrimento. Tanto é que após a tragédia de Brumadinho todos os critérios de barragens no estado foram revistos. Hoje, a cada dia que passa, temos menos risco em Minas, mas ainda temos este ressarcimento para os mineiros referente a tragédia de Mariana”.

Críticas à Renova

Na entrevista, Zema também criticou a Fundação Renova, criada para gerir os programas de reparação pela tragédia de Brumadinho, dizendo que a instituição gasta muito dinheiro e dá pouco retorno.

“Já se provou totalmente inadequada para poder atender os atingidos para poder fazer qualquer tipo de ressarcimento. A Renova já consumiu mais de R$30 bilhões, nós não vimos um hospital, 1km de estrada. O que nós vimos foi só a contratação de consultorias de perícias. Tem alguém que está se beneficiando muito”, disse.

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Graduado em jornalismo e pós graduado em Ciência Política. Foi produtor e chefe de redação na Alvorada FM, além de repórter, âncora e apresentador na Bandnews FM. Finalista dos prêmios de jornalismo CDL e Sebrae.