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Zema reconhece investigações sobre operação em Varginha, mas, defende PM: ‘menos letal do Brasil’

Governador se pronunciou durante agenda em Poços de Caldas sobre inquérito que indiciou policiais militares por 26 mortes em Varginha, em 2021

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Governador Romeu Zema cumpriu agenda em Poços de Caldas nesta quinta-feira (29) • Dirceu Aurelio / Imprensa MG

O governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) se manifestou nesta quinta-feira (29) sobre o indiciamento de 32 policiais pela morte de 26 suspeitos durante uma operação realizada em Varginha, no Sul de Minas, em outubro de 2021. Entre os indiciados, metade é de policiais rodoviários e metade é da Polícia Militar. O inquérito é conduzido pela Polícia Federal (PF). Apesar de reconhecer legitimidade das investigações, Zema ressalta confiança na Polícia Militar de Minas Gerais.

“Sou favorável à toda investigação, mas quero fazer um elogio à Polícia Militar de Minas Gerais, a menos letal do Brasil. Sem tem uma polícia que não comete esse tipo de fato, é a polícia mineira. Se você pegar polícias de outros estados, que combatem criminosos, há uma taxa de letalidade maior. Mesmo com essa ocorrência [Varginha], somos a menos letal”, afirmou o governador.

O governador ainda citou o cenário encontrado durante a operação policial em Varginha e mencionou que a quadrilha alvo da operação tinha “arsenal de guerra”.

“O que foi encontrado naquela propriedade não foi bíblia. Foi bomba, explosivo e armamento pesado, que seriam utilizados em uma ação em que essas pessoas, inclusive, utilizam, escudo humano. Não têm nenhum receio de pegar qualquer transeunte e colocá-lo na frente de um carro para poder passar sem qualquer ação da polícia”, afirmou Zema.

Ao ser questionado sobre o inquérito encabeçado pela PF, o governador diz reconhecer a importância das investigações e não poupou elogios a Polícia Militar de Minas Gerais.

“Se alguém cometeu algo errado, que seja responsabilizado, mas confio na nossa polícia e a ordem que dou para a nossa polícia é para combater a criminalidade”, disse.

Durante sua fala, Zema ainda destacou o potencial criminoso da quadrilha alvo da operação e disse confiar na polícia.

“Confio na nossa polícia. Em criminoso, não confio. Então, temos uma grande diferença: de um lado, temos criminosos com largo histórico e ficha criminal enorme. Do outro, temos uma polícia respeitada, que vai completar 250 anos de existência e fez de Minas Gerais, com Santa Catarina, o estado mais seguro do Brasil”, afirmou Zema.

O caso

16 Policiais Rodoviários Federais (PRF) e 16 Policiais Militares de Minas Gerais (PMMG) foram indiciados pela Polícia Federal (PF) pela morte de 26 suspeitos que arquitetavam um assalto a banco, na modalidade "novo cangaço", na cidade de Varginha, no Sul de Minas. Na manhã de 31 outubro de 2021, policiais entraram em chácaras onde estavam os integrantes da quadrilha alvo da operação, que chegou a ser comemorada pelas autoridades. Em contra-partida, investigadores da PF apontam tortura, homicídio e adulteração de provas em documento entregue para apuração pelo Ministério Público Federal (MPF).

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Repórter de Política Nacional e Internacional na rádio Itatiaia. Formada em Jornalismo pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e pós-graduanda em Comunicação Governamental na PUC Minas. Sólida experiência no Legislativo e Executivo mineiro. Premiada na 7ª Olimpíada Nacional de História do Brasil da Universidade de Campinas.

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Estela Torres é jornalista pela Universidade de Alfenas e pós graduada em Docência do Ensino Superior pelo Centro Universitário do Sul de Minas. Está na Itatiaia Sul de Minas desde a instalação da emissora em Varginha, em 2009, atuando como produtora, repórter e apresentadora .