Zema critica suspensão de deputados: ‘Divergência não pode ser tratada como crime’
Ex-governador usou suas redes para lamentar decisão do Conselho de Ética da Câmara dos Deputados, que suspendeu os mandatos dos deputados Marcos Pollon (PL-MS), Zé Trovão (PL-SC) e Marcel Van Hattem (Novo-RS)

O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato do Novo à presidência, Romeu Zema, usou suas redes sociais nesta quarta-feira (6) para lamentar a decisão do Conselho de Ética da Câmara dos Deputados de suspender os mandatos dos deputados Marcos Pollon (PL-MS), Zé Trovão (PL-SC) e Marcel Van Hattem (Novo-RS), após os três ocuparem a Mesa Diretora da Casa em agosto de 2025.
O Conselho de Ética aprovou, na noite de terça-feira (5), o afastamento por dois meses dos parlamentares. Para se confirmar a suspensão do mandato, as ações ainda devem ser analisadas na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) e, depois, no plenário da Câmara.
“Minha solidariedade aos deputados Marcel Van Hattem, Marcos Pollon e Zé Trovão. Em especial ao meu amigo Marcel, parlamentar sério, corajoso e combativo. Punir deputado por fazer oposição é um recado perigoso ao Brasil: querem uma Câmara calada, obediente e com medo. A divergência não pode ser tratada como crime. A oposição de ideias é parte essencial de qualquer democracia”, escreveu Zema.
Os deputados foram alvo de representação apresentada pela própria Mesa Diretora por quebra de decoro parlamentar. Pollon, Zé Trovão e Van Hattem são acusados de tentar impedir o presidente Hugo Motta (Republicanos-PB) de assumir a cadeira da Presidência durante uma sessão.
Editor de Política. Formado em Comunicação Social pela PUC Minas e em História pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Já escreveu para os jornais Estado de Minas, O Tempo e Folha de S. Paulo.
