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Zema critica fundo eleitoral e diz que políticos estão livres para apoiar Flávio Bolsonaro

Ex-governador afirma que divergências são naturais, libera aliados para apoiarem outros candidatos e questiona uso de recursos públicos em campanhas

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Ex-governador Romeu Zema foi notificado pela Justiça Federal
Ex-governador afirma que divergências são naturais, libera aliados para apoiarem outros candidatos e questiona uso de recursos públicos em campanhas • Reprodução/Redes Sociais

O ex-governador de Minas Gerais e atual pré-candidato a presidência da república, Romeu Zema (Novo), afirmou que encara com naturalidade o apoio de aliados e parlamentares a outros projetos políticos, incluindo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), e aproveitou para fazer críticas ao fundo eleitoral e ao financiamento público de campanhas.

Ao comentar articulações políticas para as eleições de 2026, Zema afirmou que mantém suas posições e falas já manifestadas anteriormente e que não vê problema em integrantes de sua base apoiarem outros candidatos. Segundo o governador, divergências fazem parte da política e não impedem a construção de alianças em temas de interesse comum.

Relação com Flávio Bolsonaro

Durante a declaração, Zema não falou muito sobre eventuais ruídos envolvendo o senador Flávio Bolsonaro e afirmou que políticos de diferentes partidos são livres para apoiar quem considerarem mais adequado. O governador destacou que também recebe apoio de parlamentares de outras legendas e defendeu uma atuação política baseada em propostas, e não em acordos condicionados a apoios recíprocos.

A principal crítica de Zema foi direcionada ao fundo eleitoral e ao fundo partidário, mecanismos que financiam campanhas e atividades das legendas com recursos públicos. O governador classificou o modelo como um instrumento que favorece políticos já estabelecidos e dificulta a renovação na política. Segundo ele, a distribuição dos recursos beneficia principalmente quem já possui mandato e maior estrutura partidária.

Zema defendeu mudanças nas regras de financiamento e citou modelos internacionais que, segundo ele, estimulam a entrada de novos candidatos na disputa eleitoral.

Campanha com menos gastos

O governador também afirmou que pretende manter uma estratégia de campanha com custos reduzidos, utilizando voos comerciais e deslocamentos terrestres em vez de aeronaves particulares. Ao lembrar sua primeira eleição ao governo de Minas, em 2018, Zema destacou que venceu o primeiro turno sem o apoio formal de prefeitos e sem contar com grandes estruturas políticas tradicionais.

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Aline Pessanha é jornalista, com Pós-graduação em Marketing e Comunicação Integrada pela FACHA - RJ. Possui passagem pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação, como repórter de TV e de rádio, além de ter sido repórter na Inter TV, afiliada da Rede Globo.