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Zanin cobra Congresso a se posicionar sobre uso de ferramentas de espionagem

Em meio a investigações sobre espionagem ilegal na Abin, ministro do STF quer saber o que a Câmara e o Senado estão fazendo para regulamentar softwares proíbidos no país

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Ministro atendeu pedido da PGR sobre a regulamentação de ferramentas para espionagem • GUSTAVO MORENO/STF

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Cristiano Zanin, deu um prazo de dez dias para que o Congresso Nacional preste informações sobre a regulamentação do uso de ferramentas de monitoramento secreto de aparelhos de comunicação pessoal, como celulares e tablets, por órgãos e agentes públicos.

O pedido é de praxe, mas ocorreu em meio às recentes operações da Polícia Federal que tiveram como alvo a Agência Brasileira de Inteligência (Abin). Durante a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro, o órgão, então comandado por Alexandre Ramagem, teria utilizado uma dessas ferramentas para espionar, ilegalmente, adversários políticos e até aliados da presidência.

Irregularidades na Abin

O inquérito instaurado pela Polícia Federal analisa o uso de um programa espião da Agência Brasileira de Investigação (Abin) para espionar ilegalmente autoridades, jornalistas e adversários políticos de Jair Bolsonaro (PL), à época presidente da República. Segundo relatórios preliminares da Polícia Federal, servidores da agência monitoraram milhares de pessoas durante a gestão de Alexandre Ramagem — hoje deputado federal pelo PL do Rio de Janeiro — na direção da Abin.

O uso da máquina pública para atender interesses pessoais através da Abin paralela teria ocorrido em conluio com o vereador e filho de Jair Bolsonaro, Carlos Bolsonaro. Ele é apontado como parte do núcleo político da Abin paralela.

Outro alvo recente da PF no âmbito dessa investigação foi Alexandre Ramagem, que sofreu busca e apreensão no dia 25 de janeiro. Na data, surgiram outros detalhes sobre a atuação dessa agência paralela: segundo relatório da PF, a Abin teria sido usada para municiar o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o caçula do ex-presidente, Jair Renan Bolsonaro, com informações para tirá-los da mira de investigações

Todos os acusados negam irregularidades e apontam que nunca houve uma atuação paralela dentro da agência.

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Supervisor da Rádio Itatiaia em Brasília, atua na cobertura política dos Três Poderes. Mineiro formado pela PUC Minas, já teve passagens como repórter e apresentador por Rádio BandNews FM, Jornal Metro e O Tempo. Vencedor dos prêmios CDL de Jornalismo em 2021 e Amagis 2022 na categoria rádio

 

 

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