Weverton diz que movimentações investigadas pela PF sobre fraude no INSS são lícitas
Em nota, o senador afirma ter recebido com calma o pedido de busca e apreensão por 'não ter nada a esconder', mas mostrou indignação pelos mandados terem chegado a seus familiares

O senador Weverton Rocha (PDT-MA) afirmou que as movimentações financeiras apontadas pela Polícia Federal (PF) como parte de um suposto esquema de lavagem de dinheiro envolvendo descontos indevidos de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) são lícitas. Segundo o parlamentar, todas as operações foram declaradas à Receita Federal e têm origem em atividades profissionais e empresariais.
Em nota, Weverton disse ter ficado surpreso com o fato de a investigação alcançar familiares e apoiadores políticos. O senador também afirmou que recebeu com tranquilidade a decisão que autorizou mandados de busca e apreensão por não ter "nada a esconder".
“Não fiquei surpreso com essa nova operação da Polícia Federal. Eu só não esperava que eles fossem tão longe ao envolver a minha família e até apoiadores políticos. Apesar da minha indignação, recebi essa operação com a tranquilidade que me foi possível, pois nada tenho a esconder”, declarou.
O parlamentar ressaltou ainda que o Ministério Público Federal (MPF) se manifestou anteriormente à deflagração contra a realização de buscas e apreensões contra seus familiares e apoiadores.
Para Weverton, a nova fase da Operação Sem Desconto representa um "ataque" à sua candidatura ao Senado nas eleições deste ano e à sua atuação política. Mesmo investigado, ele afirmou que seguirá na disputa.
“Apesar da dureza do jogo político, reafirmo que não me renderei”, disse.
Entenda o caso
A Polícia Federal suspeita que Weverton Rocha e o advogado Willer Tomaz mantiveram um suposto esquema de ocultação de recursos e bens adquiridos com dinheiro proveniente de descontos indevidos em benefícios previdenciários.
Nesta terça-feira (4), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, autorizou uma nova série de mandados de busca e apreensão no Distrito Federal e no Maranhão. Entre os alvos estavam a esposa, a filha e as irmãs do senador, além do advogado Willer Tomaz.
Segundo a investigação, o grupo teria atuado desde 2023 para "ocultar ou dissimular" a origem e a titularidade de bens. O relatório da PF aponta o uso de postos de combustíveis, empresas ligadas a Willer e aos familiares do senador, sociedades patrimoniais e registros contábeis no suposto esquema.
Os investigadores afirmam que Weverton seria o principal beneficiário da estrutura e citam, entre as movimentações analisadas, uma transferência de R$ 130 mil feita por uma de suas irmãs, além da compra de uma mansão e transferência milionária em PIX para a esposa.
A decisão também aponta Willer Tomaz como uma "peça de sustentação" do suposto esquema, associado a empresas, imóveis, aeronaves, pilotos, funcionários e interlocutores políticos. Para a Polícia Federal, a estrutura ligada ao advogado funcionaria como um "verdadeiro hub financeiro, patrimonial e logístico" à disposição dos beneficiários, entre eles o senador.
Também em nota, Willer Tomaz afirmou que não é investigado na operação. Segundo o advogado, o mandado de busca e apreensão foi motivado apenas pelo empréstimo de uma de suas aeronaves para o transporte do senador.
Nota do senador
Apesar de não ter sido diretamente o alvo da operação de hoje, eu sabia que, com a minha candidatura ao Senado e as minhas posições políticas, sofreria ataques. Por isso, não fiquei surpreso com essa nova operação da Polícia Federal. Eu só não esperava, que eles fossem tão longe, ao envolver a minha família, e até apoiadores políticos.
Apesar da minha indignação, recebi essa operação com a tranquilidade que me foi possível, pois nada tenho a esconder.
Todas as movimentações mencionadas são fruto de atividades profissionais e empresariais. E foram devidamente declaradas à Receita Federal. Quero ressaltar, que o Ministério Público Federal, foi novamente contra a busca e apreensão contra meus familiares e apoiadores.
Apesar da dureza do jogo político, reafirmo que não me renderei. Me manterei firme no propósito de lutar pelo Maranhão, ao lado de todos que mais precisam.
Formada em jornalismo pela Universidade de Brasília (UnB), tem cinco anos de experiência na comunicação política. Desde a reportagem, no Correio Braziliense, até a assessoria parlamentar. Em 2024, atuou em campanha eleitoral majoritária. Especialista em gerenciamento de crise e construção de imagem. Na Itatiaia, escreve para o portal, em Brasília.



