Vídeos: 5 pontos para entender a sessão da CPMI do 8 de Janeiro desta terça (6)
Deputados e senadores aprovaram plano de trabalho para dar início às investigações da comissão

Deputados e senadores que integram a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do 8 de Janeiro se reuniram pela segunda vez em sessão realizada nesta terça-feira (6). Nesta reunião, foi aprovado por 18 votos a favor e 12 contrários o plano de trabalho apresentado pela relatora da comissão, senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA).
O documento de 79 páginas contempla uma linha inicial de investigação que, ao longo dos próximos meses, será incorporada por depoimentos, perícias e documentos oficiais.
Veja: Flávio Dino, Anderson Torres, Augusto Heleno: saiba quem deve ser ouvido na CPMI do 8 de janeiro
Ponto 1: o plano de trabalho
De acordo com a relatora, o plano de trabalho tem como objetivo "esclarecer as ações que antecederam e deram ensejo à invasão dos prédios, à destruição de patrimônio, à agressão a agentes públicos" que ocorreram no dia 8 de Janeiro, em Brasília.
"Impõe-se reconhecer desde já, longe de buscarmos atiçar ânimos e fomentar acusações, que o dia das depredações não começou à meia noite de 8 de janeiro de 2023, mas muito antes, em uma sucessão de eventos de, para dizer o mínimo, exaltação de ânimos", diz trecho do documento.
Entre os eventos elencados por Eliziane Gama, estão:
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Operações realizadas pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), sobretudo nas estradas do Nordeste, no dia do segundo turno das eleições presidenciais;
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Instalação e manutenção de acampamentos em frente a unidades do Exército, especialmente o Quartel-General, em Brasília;
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Atos violentos e tentativa de invasão à sede da Polícia Federal em 12 de dezembro, data da diplomação do presidente e vice-presidente eleitos, Lula e Geraldo Alckmin;
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Tentativa frustrada de atentado no Aeroporto Internacional de Brasília;
Ponto 2: Moro pede convocação de bolsonaristas presos
O senador Sergio Moro (União Brasil-PR) defendeu que "quatro ou cinco" pessoas que foram detidas após a invasão aos prédios do Supremo Tribunal Federal (STF), do Congresso Nacional e do Palácio do Planalto sejam ouvidas na comissão.
De acordo com o parlamentar, é preciso entender as motivações que levaram bolsonaristas à Praça dos Três Poderes no dia 8 de Janeiro. De acordo com o STF, cerca de 2 mil pessoas foram detidas no dia das invasões e no dia seguinte - quando foram levadas por agentes de segurança do Distrito Federal a um ginásio, onde passaram por audiência de custódia.
"Sugiro à Mesa que ouçamos alguns dos presos, isso desde logo porque estamos falando de pessoas que cometeram crimes, e vamos discutir que crimes, mas temos que ter presente o que as motivou, o que as levou a fazer isso", afirmou.
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Ponto 3: Nikolas pede convocação de Lula
Mais de 600 requerimentos já foram protocolados junto à CPMI do 8 de Janeiro com diversos objetivos - desde a realização de oitiva de autoridades públicas a pedidos de informação oficial a órgãos do governo.
Na sessão desta terça-feira (6), o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) respondeu a um deputado petista que sugeriu a convocação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Para o parlamentar mineiro, o atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, deveria ser comparecer à comissão.
"Sei que a CPMI não tem a competência de convocar o atual presidente da República, mas fica aqui o convite ao Lula, afinal de contas, ele é o chefe. Se houve algum tipo de omissão, seja do GSI [Gabinete de Segurança Institucional] ou do ministro da Justiça [Flávio Dino], quem responde por isso é o Lula", afirmou.
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Ponto 4: Eduardo Bolsonaro troca farpas com Jandira Feghali
Outro ponto que já havia sido levantado nas reuniões anteriores é a suposta parcialidade da relatora da CPMI do 8 de Janeiro, Eliziane Gama. Senadora pelo Maranhão, ela é aliada do ministro da Justiça Flávio Dino, fato que tem sido criticado por parte dos deputados e senadores da oposição ao governo.
Na sessão desta terça-feira (6), o assunto voltou à tona com críticas do senador Marcos do Val (Podemos-ES), que disse que Eliziane e Dino são próximos desde 2006. A deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) saiu em defesa da senadora e disse que "metade dessa CPMI" não deveria estar ali.
A deputada comunista ainda citou o colega de CPMI, Eduardo Bolsonaro ao referir que o pai dele, Jair Bolsonaro, já foi indiciado 24 vezes, o que rendeu bate-boca com o deputado federal.
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Ponto 5: Pedido de afastamento de deputado investigado pelo STF
O deputado federal por Minas Gerais, Rogério Correia (PT), criticou a presença do seu colega, André Fernandes (PL-CE) como integrante da CPMI na sessão desta terça-feira (6). O deputado cearense é investigado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por suspeita de envolvimento em atos relacionados ao 8 de Janeiro. Fernandes foi o autor do pedido de abertura da CPMI.
"Neste caso, o deputado André Fernandes estaria participando de uma investigação da qual ele é investigado, ou melhor, já indiciado pelo STF. Solicitamos que ele seja substituído por outro membro", pediu.
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Editor de política. Foi repórter no jornal O Tempo e no Portal R7 e atuou no Governo de Minas. Formado em Comunicação Social pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), tem MBA em Jornalismo de Dados pelo IDP.
