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Vice de Zema culpa gestões passadas por problemas na Cidade Administrativa: 'construíram em um brejo'

Com as fortes chuvas que atingiram BH e região metropolitana, houve alagamentos, inundações e até janela “voando” nos prédios da sede do governo estadual

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Mateus Simões, vice-governador de Minas Gerais.  • Jonas Pereira | Agência Senado.

O vice-governador de Minas Gerais, Mateus Simões (Novo), culpabilizou gestões passadas pelos problemas logísticos nos prédios da Cidade Administrativa. Nesta quarta-feira (29), após temporal, servidores publicaram vídeos nas redes sociais relatando vazamento de água dentro das salas e alagamento no estacionamento.

Segundo o vice-governador, a sede do Executivo mineiro teria sido construída em cima de um brejo. "Um ótimo lugar para construir uma edificação [...] parabéns para aqueles que tiveram o conceito e aqueles que, muito porcamente, executaram essa obra", ironizou.

Assistir vídeo:

"Precisamos de um pouco mais de responsabilidade para tratar dinheiro público, inclusive na hora de escolher onde fazer o prédio, qual a técnica construtiva será empregada e a fiscalização das empresas que fazem a construção de uma forma pouco responsável, como claramente foi feita na Cidade Administrativa, há três ou quatro gestões atrás".

— Mateus Simões.

PSDB rebate vice-governador

Por meio de nota, o PSDB rebateu as declarações de Mateus Simões, mesmo sem ter sido citado diretamente. O partido pontua que "A Cidade Administrativa foi inaugurada há 15 anos e, como quaisquer outros prédios públicos, precisa de uma correta manutenção, o que é responsabilidade das autoridades competentes".

O PSDB alegou ainda que "O vice-governador, talvez por sua inexperiência política e de gestão, insiste em grosserias verbais para tentar criar uma cortina de fumaça que esconda a falta de manutenção dos prédios públicos do Estado, como, por exemplo, o Hospital do Ipsemg, cuja situação está demonstrada pela imprensa".

Por fim, a sigla diz que Simões "faria melhor se fizesse sua obrigação e resolvesse os problemas de manutenção que, eventualmente, possam existir em todas as edificações públicas sob sua responsabilidade, ao invés de simplesmente usar a questão como plataforma para falas de conteúdo político eleitoral. A atividade política exige, se não competência, pelo menos civilidade".

Rotina de problemas

Não é a primeira vez que os prédios do governo estadual enfrentam problemas de infraestrutura. No ano passado, em novembro, durante o primeiro dia de funcionamento, após meses de manutenção, um dos elevadores deixou pessoas presas por mais de 10 minutos.

No mesmo mês, um vazamento interno formou uma "cascata" na entrada do centro de convivência.

Em 2023, um servidor de 66 anos morreu após passar mal após subir diversos lances de escada do Prédio Minas, que estava com os elevadores estragados.

Sobre os incidentes desta quarta-feira, o governo de Minas Gerais disse, em nota, que a Intendência da Cidade Administrativa atuou imediatamente para minimizar os danos e preservar a segurança dos servidores. Eles ainda afirmaram que a empresa responsável pela manutenção foi acionada para avaliar os episódios e tomar as medidas necessárias.

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Jornalista formada pela Universidade Federal de Minas Gerais, com passagem anterior pela Rádio UFMG Educativa. Na Itatiaia, integra a cobertura da editoria de Política.

 

 

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