Vereadores pedem novamente criação da Polícia Municipal de BH e sugerem alteração de estatuto
Os textos de ambos os vereadores têm como pano de fundo uma decisão do STF, de 2023, que considerou que as guardas municipais em todo o país são parte do sistema de segurança pública

Mesmo com tramitação avançada de projeto que pretende alterar o nome da Guarda Civil Municipal de Belo Horizonte, para Polícia Municipal, outros dois textos foram protocolados na Câmara de Vereadores da capital com propostas de novas alterações.
O primeiro texto protocolado, e que já pode ser votado em segundo turno no mês de março na Câmara, é de autoria do vereador Cleiton Xavier (MDB), e iniciou sua tramitação em setembro de 2023.
“Tem o meu apoio, vou votar com o projeto dele, o projeto dele tem essa mesma ideia de alterar o nome de Guarda Municipal para Polícia Municipal, porém, ele não altera o estatuto especificamente, e não altera a Lei Orgânica, é uma lei apartada com essa troca de nomenclatura, mas não faz menção de alteração do estatuto, não faz menção de alteração de lei orgânica, inclusive a lei orgânica tem um quórum maior para aprovação, e então acaba que eu apresentei esses dois projetos hoje justamente para não ter essa alegação. Apresentação desses dois projetos meus de uma forma acessória para que a gente consiga de fato efetivar a troca do nome de guarda municipal para a Polícia Municipal”.
Mudança na Lei Orgânica pode tornar a proposta definitiva
Tramitando apenas como um projeto de lei, a proposta de um vereador, caso aprovada, pode ser sancionada pela Prefeitura apenas como lei. Porém, quando a tramitação acontece como Proposta de Emenda à Lei Orgânica, mais do que se tornar uma lei, a mudança passa a figurar na “Constituição Municipal”, e deve estar em consonância com a Constituição Federal e Estadual.
A Lei Orgânica é o estabelece todas as normas que definem a estrutura, o funcionamento e as competências dos poderes Executivo e Legislativo na cidade. Qualquer alteração ou inclusão de novos artigos exigem uma tramitação diferenciada, precisando inclusive de mais votos de vereadores do que um projeto de lei.
Jornalista graduado pela PUC Minas; atua como apresentador, repórter e produtor na Rádio Itatiaia em Belo Horizonte desde 2019; repórter setorista da Câmara Municipal de Belo Horizonte.



