Belo Horizonte
Itatiaia

Marinho detalha pilares da campanha de Flávio e diz que o Brasil precisa saber o que é o PT

Senador Rogério Marinho, coordenador de campanha de Flávio, concedeu entrevista à Rádio Itatiaia, em Brasília

Por e , Brasília
Rogério Marinho é coordenador de campanha de Flávio Bolsonaro
Rogério Marinho é coordenador de campanha de Flávio Bolsonaro • Andressa Anholete/Agência Senado

O senador Rogério Marinho (PL-RN) afirmou em entrevista à Rádio Itatiaia na quinta-feira (16) que a campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) terá como um dos eixos centrais a apresentação de propostas, mas também a crítica ao histórico do Partido dos Trabalhadores (PT).

Segundo ele, é importante que a população, especialmente os mais jovens, conheça o que classificou como "legado" da legenda dos trabalhadores.

“Eu acho que o povo tem o direito de saber, sobretudo daqueles que são mais novos, que agora estão ingressando no mercado de trabalho, o que é o PT”, afirmou ele.

Marinho disse que o país teria acumulado “oportunidades perdidas” ao longo dos anos de governos petistas e citou episódios como o Mensalão e o Petrolão. “A gente tem na história exemplos os mais variados de como não se deve administrar um país”, declarou ele.

O senador também criticou a condução de estatais em gestões anteriores. “A Petrobras foi assaltada de tal maneira que passou a ser, em 2016, a empresa mais endividada do mundo com ação em Bolsa”, disse.

Segundo Marinho, a campanha deve reforçar esse contraste. “Eles estão repetindo isso, porque são os mesmos métodos, são as mesmas práticas e, via de regra, as mesmas pessoas. A gente sabe qual é o resultado”, explicou ele.

O parlamentar ainda afirmou que a forma de governar teria impacto nas contas públicas e nas gerações futuras. “A nossa dívida pública está explodindo. Isso é uma herança maldita para gerações subsequentes”, falou.

Propostas

Entre as principais propostas destacadas por Marinho está o fim da reeleição para presidente, o que, segundo ele, permitiria decisões sem foco eleitoral imediato. “Esse mandato vai permitir que ele tome decisões não em função das próximas eleições. Não haverá cálculo político. Nós vamos tomar decisões em função das próximas gerações”.

O senador também defendeu a construção de uma base sólida no Congresso, com partidos de centro-direita, para viabilizar reformas estruturais. Segundo ele, a ideia é garantir governabilidade e acelerar mudanças consideradas necessárias.

Outro ponto citado foi a necessidade de “redefinir o papel de cada poder”, com foco na retomada da “normalidade democrática” e no respeito à independência entre Executivo, Legislativo e Judiciário.

Na área econômica e administrativa, Marinho afirmou que a proposta inclui a modernização do Estado, com mais eficiência, digitalização de serviços públicos e combate a fraudes em programas sociais. Ele também mencionou a importância de direcionar políticas para inovação, tecnologia e qualificação da mão de obra.

Ao mesmo tempo, indicou que a campanha deve reforçar muitas críticas ao PT. “Eu acho que o povo tem o direito de saber, sobretudo daqueles que são mais novos, que agora estão ingressando no mercado de trabalho, o que é o PT”, disse. Ele citou casos de corrupção e afirmou que governos petistas representaram “oportunidades perdidas” para o país.

Marinho também criticou o impacto fiscal das gestões recentes. “A nossa dívida pública está explodindo. Isso é uma herança maldita para gerações subsequentes”, afirmou.

Por

Edilene Lopes é jornalista, repórter e colunista na Itatiaia e analista de política na CNN Brasil. Na rádio, idealizou e conduziu o Podcast "Abrindo o Jogo", que entrevistou os principais nomes da política brasileira. Está entre os jornalistas que mais fizeram entrevistas exclusivas com presidentes da República nos últimos 10 anos, incluindo repetidas vezes Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Messias Bolsonaro. Mestre em ciência política pela UFMG, e diplomada em jornalismo digital pelo Centro Tecnológico de Monterrey (México), está na Itatiaia desde 2006, onde também foi também apresentadora. Como repórter, registra no currículo grandes coberturas nacionais e internacionais, incluindo eventos de política, economia e territórios de guerra. Premiada, em 2016 foi eleita, pelo Troféu Mulher Imprensa, a melhor repórter de rádio do Brasil. Em 2025, venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados na categoria Rádio e Texto.

Por

Jornalista com trajetória na cobertura dos Três Poderes. Formada pelo Centro Universitário e Instituto de Educação Superior de Brasília (Iesb), atuou como editora de política nos jornais O Tempo e Poder360. Foi finalista do Prêmio CNT de Jornalismo em 2025. Atualmente, é coordenadora de conteúdo na Itatiaia na capital federal.