Veja a repercussão da derrota de Messias na imprensa internacional
O AGU não recebeu os votos necessários para ocupar uma vaga no STF. O Senado não rejeitava um nome indicado ao Supremo desde 1894

A rejeição da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF) pelo Senado por 42 votos a 34 nessa quarta-feira (29) foi destaque na imprensa internacional.
O advogado-geral da União indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) precisava de ao menos 41 votos. A votação no plenário da Casa Alta foi realizada depois de oito horas de sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). No colegiado, o placar foi de 16 votos favoráveis a 11.
O Senado não rejeitava um nome indicado ao Supremo desde 1894, durante o governo de Floriano Peixoto (1891-1894).
Veículos como o jornal americano Washington Post, o espanhol El País e o argentino Clarín repercutiram a rejeição como uma derrota para o governo Lula.
Washington Post
O jornal americano destacou a rejeição como "um golpe político" do Senado no presidente Lula, afirmando que a decisão foi a primeira em mais de 130 anos.
El País
Já o espanhol El País classificou a decisão da Casa como uma "derrota histórica" para Lula, afirmando que o desejo de "punir o presidente" prevaleceu entre os senadores.
Clarín
O argentino Clarín também destacou o fato de ser a primeira rejeição de um indicado por um presidente em mais de 100 anos, classificando a decisão do Senado como uma "severa derrota para Lula" a poucos meses das eleições presidenciais.
Reuters
A agência de notícias Reuters descreveu a rejeição do advogado-geral da União como uma "derrota pesada" para Lula, afirmando que a escolha do petista irritou o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que havia pressionado pela indicação de outra pessoa para substituir Luis Roberto Barroso no Supremo.
Com informações da CNN Brasil
Conteúdos produzidos pela redação de Brasília da Rádio Itatiaia



