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TSE suspende jingle da campanha de Lula que associava Flávio Bolsonaro ao caso Master

Presidente do Tribunal considerou que propaganda pode induzir o eleitor ao erro ao apresentar acusações sem contextualizar o andamento dos processos; decisão é liminar e ainda será analisada pelo plenário

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TSE suspende jingle da campanha de Lula que associava Flávio Bolsonaro ao caso Master • Foto: Vittor Sales/ Divulgação Campanha Flávio Bolsonaro.

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, determinou a suspensão de um jingle da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que associava o candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, ao caso Master, ao suposto esquema de rachadinha, à compra de imóveis com pagamento em dinheiro vivo e a outros episódios envolvendo a família Bolsonaro.

A decisão foi tomada em caráter liminar, após pedido apresentado pela campanha de Flávio Bolsonaro. A defesa argumentou que a propaganda divulgava informações manipuladas e descontextualizadas, capazes de induzir o eleitor ao erro durante o período eleitoral.

O que dizia o jingle

A propaganda, veiculada em emissoras de rádio, utilizava uma sequência de perguntas e respostas para relacionar Flávio Bolsonaro a diferentes investigações e episódios.

Entre as referências estavam:

  • o pedido de R$ 61 milhões a Daniel Vorcaro para financiar o filme sobre Jair Bolsonaro;
  • depósitos em dinheiro em uma loja de chocolates;
  • o caso das rachadinhas no antigo gabinete de Flávio;
  • a homenagem ao ex-policial Adriano da Nóbrega;
  • a compra de imóveis em dinheiro vivo pela família Bolsonaro.

Ao conceder a liminar, Kassio Nunes Marques afirmou que a propaganda ultrapassa os limites da crítica política permitida na campanha eleitoral.

Segundo o presidente do TSE, a peça apresenta acusações sem informar o desfecho ou a situação jurídica atual dos fatos mencionados, criando uma percepção que pode induzir o eleitor a erro.

Na decisão, o ministro destaca, por exemplo, que:

  • a investigação sobre o caso das rachadinhas envolvendo Flávio Bolsonaro foi arquivada;
  • a homenagem a Adriano da Nóbrega ocorreu antes de sua ligação com milícias ser oficialmente reconhecida;
  • outros fatos citados são apresentados como se estivessem definitivamente comprovados, sem esclarecer o estágio das apurações.

Para o ministro, a forma como a propaganda foi construída transmite ao eleitor uma narrativa que não reflete integralmente o contexto jurídico de cada caso.

A decisão tem caráter liminar, ou seja, é provisória.

Nunes Marques determinou a retirada imediata da propaganda até que a campanha de Lula apresente manifestação no processo. Depois dessa etapa, o caso será submetido ao plenário do Tribunal Superior Eleitoral, que decidirá se mantém ou revoga a medida.

Campanha de Lula

A reportagem informou ter procurado a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para comentar a decisão, mas não obteve resposta até a publicação da reportagem. O espaço permanece aberto para manifestação da campanha petista.

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Aline Pessanha é jornalista, com Pós-graduação em Marketing e Comunicação Integrada pela FACHA - RJ. Possui passagem pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação, como repórter de TV e de rádio, além de ter sido repórter na Inter TV, afiliada da Rede Globo.

 

 

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