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TSE barra 'Mais Brasil' como nome do partido criado a partir da fusão Patriota-PTB

Dirigentes debatem nova denominação; 'Juntos' é uma das opções favoritas

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Nas eleições gerais em 2 de outubro, somente 13 partidos cumpriram a cláusula de barreira
Nas eleições gerais em 2 de outubro, somente 13 partidos cumpriram a cláusula de barreira • Reprodução

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) barrou o nome "Mais Brasil" para a nova legenda criada a partir da entre o Patriota e o PTB.

Na avaliação do TSE, o nome ficaria inviável uma vez que o Partido da Mulher Brasileira (PMB) solicitou, primeiro, mudança de nome para "Por Mais Brasil".

Agora, os dirigentes da nova sigla correm contra o tempo para escolher um novo nome - a ideia é que o partido chegue para as eleições municipais de 2024 com um nome já popularizado.

Uma das opções favoritas é "Juntos". Ainda não há, no entanto, martelo batido.

Tanto o Patriota quanto o PTB não alcançaram o número exigido pela cláusula de barreira. Entre os acordos firmados na época da fusão, foi acertado que Eduardo Cunha, Roberto Jefferson e a filha, Cristiane Brasil, dirigentes do PTB nacional, não serão filiados ao novo partido.

A presidência nacional do partido será de indicação do Patriota - que deve manter o atual presidente do partido, Ovasco Resende.

À princípio, o "ex-Mais Brasil" deve iniciar a legislatura com cinco deputados federais, sendo três mineiros: Fred Costa, Pedro Aihara e Dr. Frederico, todos eleitos pelo Patriota.

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Lucas Ragazzi é jornalista investigativo com foco em política. É colunista da Rádio Itatiaia. Integrou o Núcleo de Jornalismo Investigativo da TV Globo e tem passagem pelo jornal O Tempo, onde cobriu o Congresso Nacional e comandou a coluna Minas na Esplanada, direto de Brasília. É autor do livro-reportagem “Brumadinho: a engenharia de um crime”.