Toffoli suspende decisão do TCU e libera quinquênios a juízes federais
Ministro do STF derrubou decisão do TCU e autorizou pagamento automático de benefício aos magistrados federais

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), derrubou a decisão do Tribunal de Contas da União (TCU) que suspendeu o pagamento do adicional por tempo de serviço (ATS) aos magistrados federais de todo o país. O retorno do pagamento deve gerar um gasto extra de R$ 870 milhões aos cofres públicos.
O adicional será pago aos magistrados que ingressaram na carreira até 2006 e corresponde ao acréscimo de 5% no salário a cada cinco anos. O benefício, que acaba driblando o teto salarial do funcionalismo público, estava suspenso desde 2006.
Com a decisão, os juízes voltarão a receber o Adicional por Tempo de Serviço —penduricalho conhecido como quinquênio, aumento salarial de 5% dado automaticamente a cada cinco anos como forma de driblar o teto salarial do funcionalismo público.
Na decisão, o ministro entendeu que o TCU não pode adotar medidas para interferir na autonomia do Judiciário. A decisão do tribunal de contas foi proferida em abril deste ano a pedido da Associação dos Juízes Federais (Ajufe).
"Resta evidenciada, no presente caso, a ingerência do Tribunal de Contas da União na competência constitucional do Conselho Nacional de Justiça para fiscalizar os atos praticados pelos órgãos do Poder Judiciário", escreveu Toffoli.
Ao barrar o pagamento do benefício, o TCU alegou que a decisão que restabeleceu o pagamento dos quinquênios, como é chamado o benefício, foi tomada sem "previsão legal". A decisão foi tomada neste ano pelo Conselho da Justiça Federal (CJF).
No entendimento do TCU, o adicional foi extinto em 2006 e não poderia ser reintroduzido na folha de pagamento dos magistrados, inclusive no saldo de retroativos.
(Com agências)
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