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‘Tendência no mundo inteiro', diz Alckmin sobre fim da escala 6x1 discutida na Câmara

Vice-presidente, que também é ministro da Indústria, comércio e serviços, defendeu que o debate aconteça na sociedade e no parlamento; proposta ainda nem começou a tramitar

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Vice Presidente da República Geraldo Alckmin durante Entrevista coletiva após discursar na COP 29 em Baku capital do Azerbaijão • Cadu Gomes/VPR

O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), admitiu nesta terça-feira (12) que a proposta que discute a redução da escala de trabalho de 6x1 (seis dias de trabalho e um de folga) é uma ‘tendência no mundo inteiro’. No entanto, Alckmin, que também é ministro da Indústria, Comércio e Serviços, alegou que, no momento, o debate sobre o tema deva se limitar ao Congresso.

Oficialmente, o governo ainda não tem orientado os deputados sobre a pauta, apesar da maioria dos deputados que apoiam a proposta serem da base governista. A proposta já conta com a adesão do líder do governo na Casa.

Na segunda-feira (11), o Ministério do Trabalho (MTE) abordou o assunto e defendeu que o fim da escala de trabalho 6x1 seja tratado em convenções e acordos coletivos entre empresas e empregados.

O que diz o texto?

Segundo a PEC, a duração do trabalho não será superior “a oito horas diárias e trinta e seis horas semanais, com jornada de trabalho de quatro dias por semana”.

Atualmente, a Constituição define que a jornada de trabalho no Brasil não pode exceder oito horas diárias e 44 horas semanais.

A proposta também mantém, como é hoje, a possibilidade de uma compensação de horários e a redução da jornada, desde que haja acordo ou uma convenção coletiva de trabalho.

O texto estabelece ainda que a mudança só entrará em vigor 360 dias após a promulgação.

Em sua justificativa, Erika Hilton argumenta que a redução para uma jornada de 4 dias de trabalho segue uma tendência que já vem sendo adotada em outros países, visando a “necessidade de adaptação às novas realidades do mercado de trabalho e às demandas por melhor qualidade de vida dos trabalhadores e de seus familiares”.

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Supervisor da Rádio Itatiaia em Brasília, atua na cobertura política dos Três Poderes. Mineiro formado pela PUC Minas, já teve passagens como repórter e apresentador por Rádio BandNews FM, Jornal Metro e O Tempo. Vencedor dos prêmios CDL de Jornalismo em 2021 e Amagis 2022 na categoria rádio

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Edilene Lopes é jornalista, repórter e colunista na Itatiaia e analista de política na CNN Brasil. Na rádio, idealizou e conduziu o Podcast 'Abrindo o Jogo', que entrevistou os principais nomes da política brasileira. Está entre os jornalistas que mais fizeram entrevistas exclusivas com presidentes da República nos últimos 10 anos, incluindo repetidas vezes Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Messias Bolsonaro. Mestre em ciência política pela UFMG, e diplomada em jornalismo digital pelo Centro Tecnológico de Monterrey (México), está na Itatiaia desde 2006, onde também foi também apresentadora. Como repórter, registra no currículo grandes coberturas nacionais e internacionais, incluindo eventos de política, economia e territórios de guerra. Premiada, em 2016 foi eleita, pelo Troféu Mulher Imprensa, a melhor repórter de rádio do Brasil. Em 2025, venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados na categoria Rádio e Texto.

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