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Governo Lula nega visto a funcionários dos EUA que viriam ao Brasil para missão eleitoral

Governo brasileiro barrou entrada de dois integrantes do Departamento de Estado após avaliar que visita tinha caráter político e não de observação internacional

PorBrasília
Governo Lula nega visto a funcionários dos EUA que viriam ao Brasil para missão eleitoral.
Governo nega visto a funcionários dos EUA que viriam ao Brasil para missão eleitoral. • Reprodução/TSE

O Palácio Itamaraty negou os pedidos de visto de dois funcionários do Departamento de Estado dos Estados Unidos que pretendiam viajar ao Brasil semanas antes das eleições gerais. A decisão foi tomada na sexta-feira (24), antes da divulgação do caso pela imprensa norte-americana.

Os pedidos eram dos diplomatas Riley M. Barnes, secretário-assistente, e Samuel Samson, subsecretário-assistente do Departamento de Estado. Os dois integrariam uma missão ligada ao governo de Donald Trump para questionar a integridade do sistema eleitoral brasileiro.

De acordo com integrantes do governo brasileiro, a missão foi considerada "inusitada" e diferente das tradicionais delegações internacionais de observação eleitoral, que costumam acompanhar eleições no país a convite das autoridades brasileiras. A avaliação do Ministério das Relações Exteriores foi de que os representantes americanos chegariam ao Brasil com uma posição previamente definida para levantar suspeitas sobre as urnas eletrônicas, e não para realizar uma observação técnica do processo eleitoral.

O Brasil recebe regularmente missões de organismos internacionais para acompanhar as eleições, como representantes da Organização dos Estados Americanos (OEA) e de outras instituições. No entanto, segundo o governo, a proposta apresentada pelos Estados Unidos não se enquadrava nesse modelo de cooperação internacional.

A negativa ocorre em meio ao agravamento da crise diplomática entre Brasília e Washington. Nos últimos dias, o governo Trump aumentou as críticas ao sistema eleitoral brasileiro e anunciou novas medidas contra o país, incluindo tarifas sobre produtos brasileiros. A tensão também ganhou força após aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro voltarem a levantar questionamentos sobre a segurança das urnas eletrônicas.

Por, Repórter

João Pedro Melo é jornalista, formado pelo UniCEUB. Tem mais de dez anos de experiência na cobertura de Congresso Nacional, Palácio do Planalto e Supremo Tribunal Federal. Teve passagens pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação como repórter de política na TV e no rádio.

 

 

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