Tarcísio sobre militar réu por feminicídio: 'Que apodreça na cadeia'
Governador de São Paulo comentou caso de tenente-coronel investigado pelo assassinato da própria esposa

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), defendeu que o tenente-coronel, Geraldo Neto, acusado de matar a PM e esposa Gisele Santana, seja punido de maneira exemplar e "apodreça na cadeia".
A declaração foi dada nesta quinta-feira (2), em São José dos Campos, no interior paulista, após a divulgação da informação de que o oficial teve o pedido de aposentadoria aceito pelo alto comando da Polícia Militar.
O militar irá aposentar com os proventos integrais e deve receber um salario bruto de R$ 28 mil, o que causou revolta nas redes sociais. Tarcísio disse que o benefício vai se transformar em pensão para os dependentes do militar.
“Nosso desejo é que ele seja condenado. E condenado exemplarmente. Porque o ele cometeu foi um crime bárbaro. A gente não pode deixar isso passar impune. Eu tenho que não passar impune. O que a gente acha e espera é que tenha uma punição severa e que perca o posto, a patente. E quando isso acontece, é como se ele tivesse morrido para a força. Quem é o beneficiário depois daquilo que foi objeto da contribuição ao longo do tempo: os familiares. Porque a nossa ideia é que ele apodreça o resto da vida na cadeia”, disse o governador.
Aposentadoria não anula processo na Justiça, diz gestão Tarcísio
A Secretaria da Segurança Pública afirmou que a aposentadoria concedida não anula os processos que estão correndo contra o oficial na Justiça comum e na Justiça Militar.
A pasta diz que está em curso um conselho de justificação para analisar o caso tenente-coronel. O procedimento pode resultar em demissão, perda do posto e da patente. A Secretaria ressalta que a instrução continua a valer mesmo após a transferência do oficial para a reserva. Ou seja, a aposentadoria não anula a investigação.
Mudança de curso: de suposto suicídio para feminicídio
O tenente-coronel Neto é acusado de atirar na cabeça da esposa no apartamento onde viviam, no Brás, Centro da capital paulista. O oficial alegou que a esposa atentou contra a própria vida.
No entanto, laudos da perícia, imagens e depoimentos confrontam a versão apontada pelo tenente-coronel. Por conta disso, o militar foi preso por suspeita de feminicídio e fraude processual, que consiste em alterar a cena de um crime para tentar enganar a polícia.
Réu na Justiça comum e na Justiça Militar, o oficial, que insiste na tese de que a esposa se matou, está preso desde 18 de março no Presídio Militar Romão Gomes, na Zona Norte de São Paulo.
Correspondente da Rádio Itatiaia em São Paulo. Apresentador do quadro Palavra Aberta e debatedor do Conversa de Redação. Ingressou na emissora em 2023. Começou no rádio comunitário aos 14 anos. Graduou-se em jornalismo pela PUC Minas. No rádio, teve passagens pela Alvorada FM, BandNews FM e CBN, no Grupo Globo. Na Band, ocupou vários cargos até chegar às funções de âncora e coordenador de redação na Band News FM BH. Na televisão, participava diariamente da TV Band Minas e do Band News TV. Vencedor de nove prêmios de jornalismo. Em 2023, foi reconhecido como um dos 30 jornalistas mais premiados do Brasil.
