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Sucessão no Senado: Partido de Pacheco decide apoiar Alcolumbre

Com 15 senadores, PSD se junta a outros seis partidos que endossam a candidatura do amapaense

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Os senadores Eduardo Girão e Cleitinho Azevedo
O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (esq.), e o senador Davi Alcolumbre (dir.) • Roque de Sá/Agência Senado

O PSD decidiu nesta terça-feira (12) apoiar Davi Alcolumbre (União-AP) na eleição para a Presidência do Senado. O partido tem a maior bancada da Casa, com 15 senadores, incluindo o atual presidente do Congresso, Rodrigo Pacheco (MG).

O anúncio foi feito pelo líder da sigla no Senado, Omar Aziz (AM), após reunião da bancada.

Internamente, a senadora Eliziane Gama (PSD-MA) defendia que o partido tivesse uma candidatura própria, sendo ela mesma o nome da legenda para a disputa, mas abriu mão em prol do apoio ao amapaense.

Omar afirmou que deve pedir uma reunião com Alcolumbre ainda hoje para negociar os cargos que o PSD terá na futura gestão.

Ele confirmou que o partido pleiteia a primeira-secretaria da Mesa Diretora, responsável pelo setor administrativo do Senado, que deverá ficar com Daniela Ribeiro (PSD-PB).

  • União Brasil;
  • PDT;
  • PSB;
  • PP;
  • PL;
  • PT;
  • PSD.

Juntas, essas siglas têm 59 votos, 18 a mais que o necessário para que o senador amapaense vença a disputa que acontece em fevereiro de 2025.

A posição do PSD também vai ao encontro da posição externada por Pacheco, que já havia declarado publicamente seu apoio a Alcolumbre, de quem é aliado.

Em 2021, o mineiro foi eleito para o comando do Senado com o apoio do amapaense, que presidia a Casa, mas foi impedido de se reeleger.

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Repórter de política em Brasília. Formado em jornalismo pela Universidade Federal de Viçosa (UFV), chegou na capital federal em 2021. Antes, foi editor-assistente no Poder360 e jornalista freelancer com passagem pela Agência Pública, portal UOL e o site Congresso em Foco.

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