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STF mantém decisão que tornou deputados do PL réus por corrupção

Os deputados federais Josimar Maranhãozinho (MA) e Pastor Gil (MA), além do suplente Bosco Costa (SE), são acusados de vendas de emendas parlamentares

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Fachada do Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) manteve, por unanimidade, a decisão da da Corte que tornou réus os deputados federais do PL Josimar Maranhãozinho (MA) e Pastor Gil (MA), além do suplente Bosco Costa (SE).

Eles são acusados pela Procuradoria-Geral da República (PGR) de corrupção passiva e organização criminosa por supostamente negociarem a destinação de emendas parlamentares em troca de vantagens indevidas.

O recurso contra a decisão foi analisado no plenário virtual do STF, modalidade em que os ministros apenas depositam os votos em um sistema e não há debate entre eles. A análise foi encerrada às 23h59 de sexta-feira (11).

Entenda o caso

Uma investigação conduzida pela Polícia Federal revelou que os parlamentares teriam movimentado pelo menos R$ 7 milhões em emendas, utilizando um esquema que envolvia pagamentos irregulares e ameaças a prefeitos e gestores municipais.

O inquérito também indicou que, em algumas situações, os deputados teriam recorrido à intimidação, inclusive com o uso de armas de fogo, para garantir que os recursos fossem repassados conforme seus interesses.

Além disso, os investigadores identificaram a existência de intermediários e operadores financeiros encarregados de viabilizar os pagamentos e mascarar a origem ilícita dos valores. A denúncia sugere que o esquema vinha sendo operado há anos, com ramificações em diferentes estados.

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Repórter de política em Brasília. Formado em jornalismo pela Universidade Federal de Viçosa (UFV), chegou na capital federal em 2021. Antes, foi editor-assistente no Poder360 e jornalista freelancer com passagem pela Agência Pública, portal UOL e o site Congresso em Foco.

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