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STF discute reativar sistema de controle de bebidas após alertas sobre metanol

Mecanismo que registra produção em tempo real pode voltar após decisão do STF

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Metanol em bebidas: polícia de SP investiga uso para higienizar garrafas ilegais
Bebidas adulteradas: no total, foram confirmados 44 casos, sendo 9 óbitos (quatro homens de 54, 46 e 45 e 26 anos • João Valério/Governo de São Paulo

O Supremo Tribunal Federal (STF) começa a analisar, nesta sexta-feira (17), a ação que discute a possível retomada do Sistema de Controle de Produção de Bebidas (Sicobe). Criado em 2008, o mecanismo permitia acompanhar em tempo real a produção de cervejas, refrigerantes e águas engarrafadas no Brasil. O objetivo era evitar fraudes fiscais e garantir que os impostos fossem recolhidos corretamente.

A decisão, porém, está suspensa desde abril deste ano, por determinação do ministro Cristiano Zanin, relator do caso no Supremo. Ele considerou o argumento do governo de que o retorno do sistema teria impacto de cerca de R$ 1,8 bilhão por ano nas contas públicas, valor que não está previsto no Orçamento de 2025. Além do custo, a análise do STF também deve considerar a eficácia do sistema no rastreamento da produção.

O julgamento ocorre no plenário virtual do Supremo, em que os ministros registram seus votos em uma plataforma eletrônica. A análise vai até o dia 24 de outubro, salvo se houver pedido de vista (para mais tempo de avaliação) ou destaque, que levaria o caso para julgamento presencial.

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Supervisor da Rádio Itatiaia em Brasília, atua na cobertura política dos Três Poderes. Mineiro formado pela PUC Minas, já teve passagens como repórter e apresentador por Rádio BandNews FM, Jornal Metro e O Tempo. Vencedor dos prêmios CDL de Jornalismo em 2021 e Amagis 2022 na categoria rádio

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