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STF autoriza visita de 38 senadores a Anderson Torres, mas veta Flávio Bolsonaro e Marcos do Val

Ex-ministro da Justiça de Bolsonaro está detido desde o dia 14 de janeiro e já teve pedido de habeas corpus negado pelo STF

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Anderson Torres está preso em Batalhão da PM do Distrito Federal
Anderson Torres está preso em Batalhão da PM do Distrito Federal • Reprodução/Google Maps

O Supremo Tribunal Federal (STF) atendeu a um apelo de 38 senadores e autorizou que os parlamentares visitem o ex-ministro da Justiça, Anderson Torres, na prisão. Ele está detido desde o dia 14 de janeiro em uma sala especial no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, suspeito de envolvimento nos atos golpistas de 8 de janeiro.

Na decisão publicada nesta sexta-feira (5), Moraes manteve a prisão de Torres e negou transferência dele a um hospital penitenciário. A visita foi autorizada a diversos parlamentares de oposição, como Rogério Marinho (PL-RN) e Sergio Moro (União-PR). Tiveram negados os pedidos de visita os senadores Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Marcos do Val (Podemos-ES), investigados em inquéritos no próprio STF.

"INDEFIRO, por sua vez, a visita dos Senadores MARCOS DO VAL e FLÁVIO BOLSONARO, tendo em vista a conexão dos fatos apurados no presente Inquérito com investigações das quais ambos fazem parte. As condutas de MARCOS DO VAL são objeto de investigação nesse próprio procedimento e as condutas de FLÁVIO BOLSONARO são investigadas nos autos do INQ 4.828/DF", diz trecho da decisão de Alexandre de Moraes.

A visita dos senadores a Anderson Torres será limitada a cinco parlamentares por vez aos sábados e domingos. As datas devem ser agendadas com o comando do Batalhão da PM.

Ainda de acordo com Moraes, as visitas tem caráter estritamente pessoal e não podem ser acompanhados por assessores, seguranças, profissionais da imprensa ou familiares de presos. Os senadores também não poderão entrar no Batalhão com celular, gravadores, máquinas fotográficas ou equipamento eletrônico e também não estão autorizados a levar mensagens destinadas a Anderson Torres.

Habeas corpus e estado de saúde delicado

A defesa de Anderson Torres pediu, ao Supremo, ao menos duas vezes, para que o ex-ministro de Bolsonaro fosse colocado em liberdade, cumprindo medidas cautelares como o uso de tornozeleira eletrônica. Os pedidos, no entanto, foram negados pelos ministros Alexandre de Moraes e Luís Roberto Barroso.

Os advogados alegam piora no estado de saúde mental de Torres, que está preso desde o dia 14 de janeiro, quando retornou dos Estados Unidos após uma viagem de família.

O ex-ministro assumiu o cargo de secretário de Justiça e Segurança Pública do Distrito Federal em 2 de janeiro, um dia depois de o governador Ibaneis Rocha (MDB) tomar posse para seu segundo mandato. Ambos são investigados em um inquérito aberto pelo Supremo Tribunal Federal para investigar ações e omissões de autoridades nos atos que desencadearam nas invasões dos prédios do STF, Congresso Nacional e do Palácio do Planalto no dia 8 de janeiro.

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Editor de política. Foi repórter no jornal O Tempo e no Portal R7 e atuou no Governo de Minas. Formado em Comunicação Social pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), tem MBA em Jornalismo de Dados pelo IDP.