Serraria Souza Pinto é concedida à iniciativa privada após lance único de R$ 650 mil
Consórcio Serraria foi o único interessado na concessão e deve investir R$ 7 milhões em melhorias no equipamento cultural localizado em Belo Horizonte

Foi definido, nesta segunda-feira (25), o nome da empresa que vai gerenciar a Serraria Souza Pinto, no centro de Belo Horizonte, pelos próximos 20 anos. Esse é o primeiro contrato de concessão do país nos moldes da nova Lei de Licitações. O vencedor é o Consórcio Serraria, que apresentou proposta única de R$ 650 mil de outorga fixa em sessão pública realizada no Palácio das Artes, também na capital mineira. O valor ficou 5% acima do lance mínimo.
O contrato deve ser assinado em 45 dias e prevê um investimentos de R$ 7 milhões em ações de modernização da estrutura, dentre outros aportes ao longo dos próximos anos. O consórcio ficará responsável pela elaboração e gestão direta ou indireta de produtos, serviços, espetáculos, shows e demais eventos, e poderá explorar a arrecadação dos bares, lanchonetes e restaurantes, lojas e camarotes.
"Em uma visita técnica, nós constatamos alguns pontos de melhoria 'para ontem', digamos assim. Já estamos conversando com alguns parceiros. Quando a gente recebeu a notícia, praticamente fomos os únicos interessados, conversou com alguns parceiros sobre a questão do ar-condicionado e viu que é o principal problema quando se fazia algum evento ali. Quando a gente finalizar a parte de formalização do contrato, vamos entrar com uma obra grande para a questão do ar-condicionado e na parte da fachada", detalhou Leonardo Falbo, representante do consórcio vencedor.
A elaboração do modelo de concessão teve apoio da Secretaria de Estado de Infraestrutura, Mobilidade e Parcerias (Seinfra), da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult) e da Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais (Codemge), cujo presidente, Thiago Toscano, explicou que os efeitos da nova Lei das Licitações já podem ser notados neste processo.
"Foi uma concessão em tempo recorde. Desde a primeira reunião até a assinatura do contrato foram 15 meses. O tempo médio de uma licitação no Brasil é de dois anos. Isso mostra a eficiência da Secretaria de Infraestrutura, de Cultura, da FCS e da Codemge. É um mercado novo e a dificuldade é sempre achar players interessados em um mercado novo e em um modelo novo", afirmou.
Não existe uma data cravada, mas com o contrato assinado e as obras iniciais saindo dentro do previsto, é possível que a Serraria Souza Pinto receba eventos sob a nova gestão a partir de agosto deste ano.
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Júlio Vieira é repórter da Itatiaia.



