Senado inicia votação para confirmar Jorge Messias como ministro do STF
Indicado por Lula, atual chefe da AGU precisa de ao menos 41 votos no plenário para ser aprovado

O Senado Federal iniciou nesta quarta-feira (29) a votação que pode confirmar a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).
Para ser aprovado, Messias precisa do apoio mínimo de 41 dos 81 senadores. A análise ocorre no plenário da Casa após a aprovação do nome pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), mais cedo, depois de sabatina.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), afirmou que pretende conduzir a votação de forma célere.
Indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Messias foi questionado durante a sabatina sobre temas sensíveis, como aborto, anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023 e a atuação da Advocacia-Geral da União (AGU) no caso das fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Na ocasião, o indicado afirmou que, embora se identifique como cristão, sua fé não interfere na interpretação da Constituição. Segundo ele, é possível interpretá-la “com fé, e não pela fé”, respeitando os princípios legais. Messias também declarou ser “totalmente contra o aborto” e disse que não pretende adotar postura de ativismo judicial sobre o tema, caso seja aprovado.
Quem é Jorge Messias
Atual chefe da AGU, Jorge Rodrigo Araújo Messias, de 46 anos, é formado em Direito pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e possui mestrado e doutorado pela Universidade de Brasília (UnB).
Procurador da Fazenda Nacional desde 2007, construiu sua trajetória no serviço público, com passagens pelo Banco Central, Casa Civil e Ministério da Educação, além de ter atuado como assessor no Senado.
Messias foi indicado para a vaga aberta no STF após a aposentadoria antecipada do ministro Luís Roberto Barroso, em outubro de 2025.
Repórter de política em Brasília, com foco na cobertura dos Três Poderes. É formado em Jornalismo pela Universidade de Brasília (UnB) e atuou por três anos na CNN Brasil, onde integrou a equipe de cobertura política na capital federal. Foi finalista do Prêmio de Jornalismo da Confederação Nacional do Transporte (CNT) em 2023.



