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Messias diz aceitar derrota e afirma que 'Senado é soberano'

Trata-se da primeira vez desde 1894 que os senadores rejeitam uma indicação do presidente da República ao Supremo

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Geraldo Magela/Agência Senado

O Advogado-Geral da União Jorge Messias, rejeitado pelo Senado na noite desta quarta-feira (29) para a vaga deixada aberta no Supremo Tribunal Federal (STF) após a saída de Luís Roberto Barroso da Corte, agradeceu, em entrevista coletiva, os votos que teve e disse que o plenário da Casa é “soberano”.

“Tem dias de vitórias, tem dias de derrotas. O Senado é soberano, o plenário do Senado é soberano”, declarou.

Trata-se da primeira vez desde 1894 que os senadores rejeitam uma indicação do presidente da República ao Supremo. Messias foi rejeitado por 42 votos a 34. A votação foi secreta. Ele precisava de ao menos 41 dos 81 senadores, a maioria absoluta.

“Sou grato a deus por ter chegado até aqui, cumpri o meu desígnio, participei de forma franca desse processo, fui recebido por 78 senadores, fui recebido de forma generosa, sou grato aos votos que recebi e acho que cada um de nós cumpre um propósito. Cumpri o meu. Me submeti a uma sabatina de coração aberto, falei a verdade”, afirmou Messias.

O indicado de Lula precisava do apoio de ao menos 41 dos 81 senadores, a maioria absoluta.

Com a rejeição, o presidente Lula terá que enviar um novo nome para ocupar a vaga deixada por Luís Roberto Barroso no Supremo, que precisa do aval do Senado para assumir.

A Constituição de 1988 estabelece que a indicação de ministros ao Supremo Tribunal Federal deve ser aprovada pelo Senado. O processo começa com sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e termina com votação em plenário.

Lula agora deve agora submeter o novo indicado novamente à aprovação pela maioria absoluta do Senado.

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Jornalista pela UFMG, Lucas Negrisoli é editor de política. Tem experiência em coberturas de política, economia, tecnologia e trends. Tem passagens como repórter pelo jornal O Tempo e como editor pelo portal BHAZ. Foi agraciado com o prêmio CDL/BH em 2024.

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Jornalista com trajetória na cobertura dos Três Poderes. Formada pelo Centro Universitário e Instituto de Educação Superior de Brasília (Iesb), atuou como editora de política nos jornais O Tempo e Poder360. Foi finalista do Prêmio CNT de Jornalismo em 2025. Atualmente, é coordenadora de conteúdo na Itatiaia na capital federal.