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Senado Federal aprova o fim da escala 6x1 em primeiro turno

Medida busca reduzir a jornada de trabalho semanal e ampliar o descanso dos trabalhadores, com mudanças no atual modelo de seis dias de trabalho para um de folga. A mudança impacta trabalhadores e empregadores, especialmente nos setores de comércio, serviços e atividades que funcionam todos os dias no Brasil

Por e , Brasília
Plenário do Senado Federal durante sessão deliberativa
Plenário do Senado Federal durante sessão deliberativa • Marcos Oliveira/Agência Senado

O Senado Federal aprovou nesta quarta-feira (14), em primeiro turno, a proposta que prevê o fim da escala de trabalho 6x1, modelo em que o trabalhador atua por seis dias consecutivos e tem um dia de descanso. O texto ainda precisa ser aprovado em segundo turno na Casa para que possa ser promulgado pelo presidente Davi Alcolumbre (União-AP).

A proposta foi aprovada por 75 votos a favor e 1 contra. O senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) foi o único a votar contrário à proposta.

A PEC do fim da jornada 6x1 altera a Constituição para diminuir as horas de trabalho semanais de 44 para 40 horas. Também estabelece que é necessário garantir dois dias de folga remunerada, um deles preferencialmente aos domingos.

O que prevê a medida

O projeto que prevê o fim da escala 6x1 propõe mudanças na organização da jornada de trabalho no Brasil. Hoje, o modelo permite que o trabalhador cumpra seis dias consecutivos de serviço para ter direito a um dia de descanso, respeitados os limites legais de jornada e as regras específicas de cada categoria. A proposta busca ampliar o período de descanso semanal e reduzir a carga horária dos trabalhadores, com o objetivo de melhorar a qualidade de vida e a conciliação entre trabalho e vida pessoal.

A discussão envolve os impactos da mudança para trabalhadores e empregadores, especialmente nos setores de comércio, serviços e atividades que funcionam diariamente.

Por um lado, fefensores do projeto argumentam que a redução da jornada pode contribuir para a saúde e o bem-estar dos trabalhadores. Por outro, representantes de setores empresariais apontam possíveis aumentos de custos e a necessidade de contratar mais funcionários para manter as operações.

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Jornalista com trajetória na cobertura dos Três Poderes. Formada pelo Centro Universitário e Instituto de Educação Superior de Brasília (Iesb), atuou como editora de política nos jornais O Tempo e Poder360. Foi finalista do Prêmio CNT de Jornalismo em 2025. Atualmente, é coordenadora de conteúdo na Itatiaia.

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Aline Pessanha é jornalista, com Pós-graduação em Marketing e Comunicação Integrada pela FACHA - RJ. Possui passagem pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação, como repórter de TV e de rádio, além de ter sido repórter na Inter TV, afiliada da Rede Globo.

 

 

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