Itatiaia

Senado abre sessão decisiva sobre fim da escala 6x1; PEC pode ser votada hoje

Após meses de resistência da oposição, Flávio Bolsonaro anunciou voto favorável à proposta; governo tenta aprovar calendário especial para concluir a votação ainda hoje

Por
Marcos Oliveira/Agência Senado

O Senado Federal realiza nesta quarta-feira (14) a quinta e última sessão de discussão da PEC que prevê o fim da escala 6x1. Na sequência, a proposta deve ser votada em primeiro turno no plenário da Casa.

Para ser aprovada, uma PEC precisa receber ao menos 49 votos favoráveis em dois turnos. O regimento prevê ainda três sessões de discussão entre as votações. O governo, porém, tenta aprovar um calendário especial para permitir que a análise seja concluída nesta quarta-feira (14).

A líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), apresentou um requerimento para dispensar o intervalo entre os turnos. Segundo o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), já há assinaturas suficientes para aprovar o pedido, que será analisado em plenário nesta tarde. Se a medida passar, o segundo turno poderá ocorrer na sequência.

PL muda posição

Até a semana passada, a oposição tentava adiar a votação da PEC. Uma das estratégias era aprovar emendas que obrigassem o texto a voltar à Câmara dos Deputados, impedindo a conclusão da tramitação antes do segundo turno das eleições, em 25 de outubro.

Segundo apuração da CNN Brasil, interlocutores da campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) passaram a avaliar que votar contra a proposta poderia ter impacto eleitoral negativo. Senadores do PL também consideram que o texto tem apoio suficiente para ser aprovado e defendem que o partido libere a bancada.

Flávio anunciou na terça-feira (13) que votará a favor da PEC, “de acordo com a vontade da maioria do povo trabalhador brasileiro”. O senador, no entanto, reafirmou que discorda da proposta e declarou que “quem vai pagar essa conta vai ser o governo”.

Nos últimos meses, integrantes da oposição defenderam uma alternativa apresentada pelo senador Rogério Marinho (PL-RN), que prevê o pagamento por hora trabalhada em vez da redução da jornada e permite a diminuição salarial.

Lula comenta mudança

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, na terça-feira (13), que a mudança de posição do PL ocorreu após manifestações em defesa do fim da escala 6x1.

“Me parece que, depois da pressão da sociedade, depois de todas as manifestações de rua desse Brasil, o partido do PL resolveu votar o fim da escala 6x1”, disse.

Ao rebater críticas à proposta, Lula também declarou: “Eu, de vez em quando, fico pensando: se todo mal que eu causar a esse país for fazer a direita avançar e atender aos interesses do povo brasileiro, eu vou continuar fazendo isso”.

Por

Acompanhe as últimas notícias produzidas pela CNN Brasil, publicadas na Itatiaia.

 

 

Belo Horizonte