Rogério Marinho pede investigação ao TSE sobre suposto esquema de perfis falsos contra Flávio
Líder da Oposição afirma que representação aponta possível organização criminosa digital responsável por impulsionar ataques nas redes sociais contra candidatos da direita

O líder da Oposição no Senado e coordenador da pré-campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL), senador Rogério Marinho (PL-RN), pediu nesta segunda-feira (20) que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determine a abertura de uma investigação sobre um suposto esquema de perfis falsos utilizados para impulsionar conteúdos negativos contra o senador e outros políticos da direita.
Após reunião com o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, Marinho afirmou que a representação protocolada na última sexta-feira solicita uma medida liminar para preservar provas e identificar os responsáveis pelo que classificou como uma "organização criminosa digital".
Segundo o senador, o grupo utilizaria contas falsas para impulsionar publicações com ataques a adversários políticos, prática que, segundo ele, compromete a igualdade na disputa eleitoral: "Nós identificamos uma série de perfis falsos, inclusive de fora do país, que estão impulsionando centenas de milhares de reais sempre com propaganda negativa. O que pedimos é uma ampla investigação para identificar quem financia esse atentado à democracia", afirmou.
Perfis seriam criados e apagados em sequência
A advogada Maria Claudia Bucchianeri, integrante da equipe jurídica da pré-campanha de Flávio Bolsonaro e autora da representação, afirmou que a investigação começou após a equipe identificar movimentações consideradas incomuns na plataforma Meta.
Segundo ela, perfis recém-criados, com poucos seguidores, contratavam impulsionamentos de alto valor e eram desativados logo depois, dificultando a identificação dos responsáveis.
De acordo com a advogada, a representação reúne um relatório detalhado sobre a atuação dessas contas e pede autorização judicial para que sejam obtidos dados que permitam identificar os autores dos pagamentos e da criação dos perfis: "Estamos falando de uma estrutura muito organizada. São perfis criados com documentos e linhas telefônicas supostamente falsas, que fazem grandes impulsionamentos e depois desaparecem", afirmou.
Segundo Rogério Marinho, o objetivo da ação não é apenas retirar os perfis do ar, mas descobrir quem estaria financiando a operação. O senador afirmou que, até o momento, a equipe conseguiu identificar aproximadamente 20 mil perfis suspeitos, que, segundo ele, teriam alcançado centenas de milhões de visualizações nas redes sociais.
Marinho evitou atribuir a autoria da suposta operação a partidos ou adversários políticos e afirmou que essa conclusão dependerá da investigação: "Não estamos acusando ninguém. Queremos apenas que a Justiça identifique quem está por trás dessa estrutura e quem está financiando esse tipo de comportamento", declarou.
TSE analisará pedido
Após o encontro com a comitiva, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Kassio Nunes Marques, ouviu os argumentos apresentados pela defesa. Segundo Rogério Marinho, o ministro informou que analisará o pedido de liminar com rapidez, diante da possibilidade de desaparecimento dos perfis e das provas digitais.
A representação pede que a Justiça Eleitoral determine a preservação dos registros das plataformas, a identificação dos responsáveis pelos impulsionamentos e a adoção das medidas necessárias para interromper a atuação das contas apontadas como irregulares.
Aline Pessanha é jornalista, com Pós-graduação em Marketing e Comunicação Integrada pela FACHA - RJ. Possui passagem pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação, como repórter de TV e de rádio, além de ter sido repórter na Inter TV, afiliada da Rede Globo.



