Relatório da CPI das Bets propõe restrição a apostas para inscritos no CadÚnico
O relatório final sugere, além de medidas para ajudar na fiscalização e monitoramento das 'bets', o indiciamento de influenciadores e representantes de casas de aposta

O relatório final da Comissão de Inquérito Parlamentar (CPI) das Bets, apresentado nesta terça-feira (10), sugere que pessoas inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico) sejam proibidas de fazer participar de apostas on-line.
De acordo com a senadora Soraya Thronick (Podemos), relatora da CPI, apesar do Supremo Tribunal Federal (STF) já exigir que o governo federal impeça o uso de dinheiro de benefícios sociais em apostas, a inclusão da lei poderá impedir que a proibição seja "alterada ou revogada por atos administrativos de menor hierarquia".
Indiciamento de influenciadores
Além das propostas, o relatório também sugere que as influenciadoras Deolane Bezerra, Virginia Fonseca e outras 14 pessoas, incluindo representantes de casas de apostas, sejam indiciados.
Veja a lista completa:
- Adélia de Jesus Soares (falsidade ideológica, crimes de lavagem de dinheiro e organização criminosa);
- Ana Beatriz Scipiao Barros (estelionato, lavagem de dinheiro e organização criminosa);
- Bruno Viana Rodrigues (lavagem de dinheiro, organização criminosa e exploração ilegal de jogos de azar);
- Daniel Pardim Tavares Gonçalves (falso testemunho, lavagem de dinheiro e organização criminosa);
- Deolane Bezerra dos Santos (estelionato, lavagem de dinheiro e organização criminosa);
- Erlan Ribeiro Lima Oliveira (lavagem de dinheiro e associação criminosa);
- Fernando Oliveira Lima (lavagem de dinheiro e associação criminosa);
- Jair Machado Junior (estelionato, lavagem de dinheiro e organização criminosa);
- Jorge Barbosa Dias (lavagem de dinheiro, organização criminosa, sonegação fiscal e exploração ilegal de jogos de azar);
- José Daniel Carvalho Saturino (estelionato, lavagem de dinheiro e organização criminosa);
- Leila Pardim Tavares Lima (estelionato, lavagem de dinheiro e organização criminosa);
- Marcella Ferraz de Oliveira (estelionato, lavagem de dinheiro e organização criminosa);
- Marcus Vinicis Freire de Lima e Silva (lavagem de dinheiro, sonegação fiscal, exploração de jogos de azar, associação criminosa, tentativa de influência indevida no Poder Judiciário, corrupção ativa e tráfico de influência);
- Pâmela de Souza Drudi (publicidade enganosa e estelionato);
- Toni Macedo da Silveira Rodrigues (lavagem de dinheiro e associação criminosa);
- Virginia Pimenta da Fonseca Serrão Costa (publicidade enganosa e estelionato).
Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal de Minas Gerais, com passagem pela Rádio UFMG Educativa. Na Itatiaia, já foi produtora de programas da grade e repórter da Central de Trânsito Itatiaia Emive.



