Relator de CPI critica Fuad por comparar Lagoa da Pampulha ao rio Sena: 'patético'
Bráulio Lara é autor do relatório que pede 11 indiciamentos, incluindo o de secretários da prefeitura, por supostas irregularidades em contratos para limpeza da Lagoa

O vereador Bráulio Lara (Novo), relator da CPI da Pampulha que investigou contratos entre a prefeitura e empresas contratadas para limpar a Lagoa da Pampulha criticou declaração do prefeito que comparou o cartão-postal de Belo Horizonte ao rio Sena, em Paris.
"Que patético", disse o parlamentar ao veicular declaração do prefeito Fuad Noman (PSD) dada um dia após aprovação do relatório que pediu 11 indiciamentos por fraude em licitação e outros crimes.
O vereador do Novo também exibiu um vídeo gravado por ele na Lagoa, no ponto em que o córrego Olhos D'Água deságua na Lagoa da Pampulha.
"As evidências com relação à mutilação da Lagoa da Pampulha está na cara de todo mundo. Não venha falar que a CPI é de politicagem, politicagem é dos que não querem que a realidade seja mudada. Tome providências para resolver e não criar cortina de fumaça. A Lagoa da Pampulha está muito pior que o Rio Sena, essa é que é a verdade", afirmou.
Ao dizer que a CPI não fez "politicagem", Lara rebate uma outra declaração, também do prefeito, que criticou o relatório da Comissão Parlamentar de Inquérito.
Relatório da Unesco
O relatório da Unesco ao qual se referiu o prefeito Fuad Noman elogia a condução da Prefeitura de Belo Horizonte na manutenção do conjunto arquitetônico da Pampulha.
"Nós recebemos da delegação do Brasil junto à Unesco um documento que elogia as políticas de salvaguarda do conjunto moderno da Pampulha, reitera que todas as ações compromissadas foram realizadas e estão em curso. E passa a ter um monitoramento que não é mais ativo. Ao cumprir todas essas regras e alcançar esses resultados esperados nas ações previstas, passamos a ter o reconhecimento da Unesco e a confirmação que saímos da lista de risco da perda do título de patrimônio", explicou a secretária Municipal de Cultura, Eliane Parreiras, ao afirmar que o documento da Unesco impede que o conjunto arquitetônico perca seu status de patrimônio cultural da humanidade.
Editor de política. Foi repórter no jornal O Tempo e no Portal R7 e atuou no Governo de Minas. Formado em Comunicação Social pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), tem MBA em Jornalismo de Dados pelo IDP.
Jornalista graduado pela PUC Minas; atua como apresentador, repórter e produtor na Rádio Itatiaia em Belo Horizonte desde 2019; repórter setorista da Câmara Municipal de Belo Horizonte.




