'Questionar não é nenhum crime', diz Zema sobre investigação no STF de seu comentário do 8 de janeiro
Governador Romeu Zema defendeu investigações sobre sua fala e sobre ações que resultaram nos atraques às sedes dos Três Poderes

O governador Romeu Zema (Novo) afirmou nesta quarta-feira (8) ser a favor que o Supremo Tribunal Federal (STF) investigue suas declarações sobre o governo Lula ter feito “vista grossa” para permitir ataques às sedes dos Três Poderes no dia 8 de janeiro.
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“Nós estamos abertos. Sempre sou favorável às investigações, quem não deve não teme. Que seja investigado tudo, quanto a mim e quanto ao que aconteceu no dia 8 de janeiro”, afirmou Zema.
“Sou favorável à investigação, se eu fiz algo errado, que eu pague. Acho que questionar algo que aconteceu não é nenhum crime, é um direito em toda democracia. Eu sou tão criticado, nunca condenei ninguém que me criticou. Estamos em um sistema democrático, temos que aprender a conviver com críticas e questionamentos”, concluiu o governador mineiro.
Em entrevista à Rádio Gaúcha, oito dias depois dos ataques em Brasília, o governador criticou a ação de radicais apoiadores do ex-presidente Bolsonaro e afirmou que o governo petista pode ter feito “vista grossa” para permitir as invasões.
“Me parece que houve um erro da direita radical, que é minoria. Houve um erro também, talvez até proposital, do governo federal, que fez vista grossa para que o pior acontecesse e ele se fizesse de vítima. É uma suposição. Mas as investigações vão apontar se foi isso”, disse Zema, no dia 16 de janeiro.
A fala irritou lideranças petistas e deputados entraram com um pedido no Superior Tribunal de Justiça (STJ) para que Zema desse explicações sobre as declarações. No início desta semana, o STJ remeteu o caso para análise do Supremo Tribunal Federal.
Editor de Política. Formado em Comunicação Social pela PUC Minas e em História pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Já escreveu para os jornais Estado de Minas, O Tempo e Folha de S. Paulo.