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PT anuncia pedido de CPMI para investigar caso Master e pede 'reciprocidade' da oposição

Líderes do partido afirmam que assinaram a CPMI proposta pela oposição para investigar Fábio Luís Lula da Silva e cobram que parlamentares também apoiem uma nova comissão para apurar denúncias envolvendo Flávio Bolsonaro, Banco Master e INSS

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PT anuncia pedido de CPMI para investigar caso Master e pede "reciprocidade" da oposição
PT anuncia pedido de CPMI para investigar caso Master e pede "reciprocidade" da oposição • Reprodução

A bancada do PT na Câmara dos Deputados anunciou, nesta terça-feira (20), que vai protocolar um pedido de Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar denúncias envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL), o caso Banco Master, o financiamento da cinebiografia Dark Horse, possíveis conexões com as fraudes no INSS e a atuação do advogado Willer Tomaz.

O anúncio foi feito pelo deputado Pedro Uczai (PT-SC), durante coletiva de imprensa, em uma estratégia que busca responder politicamente ao movimento da oposição, que já conseguiu apoio para uma CPMI destinada a investigar Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.

Segundo Uczai, o PT decidiu assinar o requerimento apresentado pela oposição justamente para demonstrar que não se opõe à realização de investigações e, agora, cobra o mesmo posicionamento dos parlamentares ligados ao senador Flávio Bolsonaro: "Nós assinamos a CPMI da oposição para mostrar à sociedade brasileira que não temos receio da transparência. Agora queremos a mesma postura. Se eles defendem investigação, que também assinem a nossa CPMI", afirmou.

Na avaliação do parlamentar, a postura busca estabelecer um princípio de isonomia entre as duas iniciativas. O argumento do PT é que, se o Congresso considera legítimo investigar denúncias envolvendo pessoas ligadas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, também deve abrir espaço para apurar suspeitas que envolvem integrantes do campo adversário.

O novo pedido de CPMI pretende ampliar o debate sobre investigações que já tramitam no Supremo Tribunal Federal. Entre os pontos citados pelo partido estão o aporte milionário destinado à produção do filme Dark Horse, as relações entre Flávio Bolsonaro e o Banco Master, as suspeitas envolvendo o advogado Willer Tomaz e possíveis conexões com o esquema de fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Durante a coletiva, Pedro Uczai afirmou que o Congresso não pode se limitar às investigações conduzidas pelo STF e que o Parlamento também tem competência para aprofundar a apuração dos fatos.

Além da criação da comissão, o deputado defendeu a quebra dos sigilos bancário e telefônico de Flávio Bolsonaro e de familiares do candidato, afirmando que a medida garantiria tratamento igual aos diferentes casos que vêm sendo discutidos durante a campanha eleitoral.

O pedido de CPMI ainda precisa reunir o número mínimo de assinaturas de deputados e senadores para ser protocolado oficialmente. Depois disso, caberá ao presidente do Congresso Nacional fazer a leitura do requerimento em sessão conjunta para que a comissão possa ser instalada.

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Aline Pessanha é jornalista, com Pós-graduação em Marketing e Comunicação Integrada pela FACHA - RJ. Possui passagem pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação, como repórter de TV e de rádio, além de ter sido repórter na Inter TV, afiliada da Rede Globo.

 

 

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