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Mineiros comandam órgãos de infraestrutura, mas não resolvem gargalos históricos em estradas

Levantamento da coluna Poder em Minas aponta que nomes de Minas Gerais comandaram os principais órgãos responsáveis pelas estradas do país nos últimos 60 anos

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Colisão entre carreta e ônibus provoca incêndio na BR-251 • CBMMG

Apesar de políticos mineiros terem ocupado os cargos mais importantes do país na gestão das estradas nos últimos 60 anos, poucas melhorias nas vias federais que cortam o estado saíram do papel. O estado que possuí a maior malha rodoviária do país continua sendo palco de graves acidentes e contabilizando mortes em suas estradas.

O caso mais recente de tragédia em uma rodovia administrada pelo governo federal foi a morte de oito pessoas carbonizadas na madrugada do último domingo (24) em um acidente entre um ônibus e uma carreta na BR-251, altura da cidade de Santa Cruz de Salinas, no Norte de Minas, onde o trecho é de pista simples, não duplicada.

Segundo a Polícia Rodoviária Federal, somente neste ano, 36 pessoas morreram e 167 ficaram feridas em 89 acidentes na BR-251, entre Montes Claros e o entroncamento da BR-116.

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Outra situação crítica e histórica é da BR-381, que liga Belo Horizonte a Governador Valadares, conhecida como rodovia da morte. Depois de décadas com centenas de acidentes e óbitos, somente em abril começaram as obras de duplicação entre Sabará e Caeté. A rodovia foi privatizada até Valadares, mas a duplicação do traçado na saída de Belo Horizonte para Vitória ficou sob responsabilidade do governo federal.

Minas Gerais não conseguiu avançar nas últimas décadas na qualidade das estradas federais, mesmo tendo desde 1967 dois ministros dos Transportes, seis diretores-gerais do antigo DNER (Departamento Nacional de Estradas de Rodagem) e do DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes).

Nos últimos 60 anos, durante quase duas décadas, os mineiros ocuparam o cargo máximo do DNIT e do DNER.

De lá pra cá, as estradas mineiras mataram centenas de pessoas, mesmo tendo sete representantes do Estado dando as cartas na autorização de obras e liberação de recursos do governo federal para melhorias nas estradas.

  • Eliseu Resende: diretor-geral do DNER entre 1967 e 1974 e ministro dos Transportes entre 1979 e 1982
  • João Cataldo Pinto: diretor-geral do DNER entre 1982 e 1985
  • Antônio Alberto Canabrava: diretor-geral do DNER entre 1987 e 1990
  • Tarcísio Delegado: diretor-geral do DNER entre 1995 e 1996
  • Genésio Bernardino: diretor-geral do DNER entre 1999 e 2001
  • Anderson Adauto: ministro dos Transportes entre 2003 e 2004
  • Alexandre Silveira: diretor-geral do DNIT entre 2004 e 2005
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Eustáquio Ramos tem quase 30 anos de carreira, sendo 25 anos na Itatiaia, onde apresenta o Jornal da Itatiaia 1ª Edição e é repórter especial de Política. É pós-graduado em Comunicação Empresarial. Coautor da Enciclopédia do Rádio Esportivo Mineiro e do Manual de Pronúncia da Itatiaia. Foi ganhador do 4º Prêmio CDL-BH de Jornalismo. Já foi homenageado, entre outras condecorações, com a Medalha da Inconfidência, Medalha da Ordem do Mérito Imperador Dom Pedro 2º, Medalha de Mérito da Defesa Civil Estadual e Oscar Solidário. Já teve passagens também pela TV Assembleia, TV Bandeirantes, TV Horizonte, Record, Alterosa e Canal 23.